
Ton ou SumUp: qual vale mais a pena em taxas e modelos em 2026?
Se o seu negócio fatura mais de R$ 2.000 todo mês e trabalha forte com crédito parcelado, a Ton cobra as menores taxas. Já a SumUp ganha disparado quando o caixa precisa do dinheiro liberado na hora ou quando as vendas oscilam muito sem meta fixa. A escolha final se apoia no seu ritmo de reposição de estoque e na quantidade de parcelas que você passa na maquininha.
Principais conclusões
- No parcelamento em 12x com recebimento em D+1, a Ton cobra 12,40% contra 14,80% do plano antecipado da SumUp, gerando economia de R$ 24 a cada R$ 1.000 vendidos.
- A Ton exige faturamento mensal mínimo de R$ 2.000 para manter as taxas reduzidas do plano PromoTon, sob risco de a tarifa em 12x ultrapassar 21% caso a meta não seja batida.
- A SumUp entrega liberação em D+0 (inclusive aos fins de semana e feriados) com taxa de 19,90% em 12x, sem exigir faturamento mínimo do vendedor.
- O modelo de posse difere: a Ton fornece o terminal em comodato com garantia vitalícia vinculada ao uso, enquanto a SumUp vende o aparelho definitivamente com garantia de 3 anos e revenda livre.
Ton ou SumUp: veredito rápido por perfil de negócio
A Ton lidera nas taxas de crédito parcelado entre as maquininhas sem aluguel, mas com uma condição direta: você precisa bater o piso de R$ 2.000 mensais no plano de entrada. O dinheiro entra em um dia útil (D+1) na conta digital da Ton, que roda com a estrutura e a custódia da Stone.
Para quem tem receita instável ou precisa pagar o fornecedor à vista, a SumUp resolve melhor. A modalidade de recebimento imediato (D+0) deposita as vendas direto no SumUp Bank até de fim de semana e em feriados. E o melhor: você não precisa comprovar faturamento mínimo para garantir essa condição.
No fim das contas, a dúvida fica entre liquidez imediata e proteção da sua margem. Parcelar compras em 6 ou 12 vezes com saque no mesmo dia custa caro e corrói o lucro. Por outro lado, quem trabalha no comércio de rua e vende tudo no débito precisa do saldo liberado na conta sem esperar a compensação de dias úteis.
Comparativo de modelos: T1, T2 e T3 contra Solo e Solo Printer
Para acertar no modelo do aparelho, basta responder a duas perguntas simples da sua rotina: o seu cliente faz questão do comprovante impresso em papel e qual formato de posse do equipamento cabe no seu bolso?
- Entrada básica sem chip próprio: a Ton T1 exige conexão Bluetooth contínua com o celular para processar qualquer transação, servindo a quem prioriza o menor investimento inicial de aquisição. A SumUp Top opera no mesmo modelo de pareamento móvel, porém utiliza pilhas AAA substituíveis e tem formato mais compacto, enquanto a T1 conta com bateria interna recarregável.
- Intermediárias portáteis com chip: a Ton T2 possui teclado físico tradicional, visor monocromático e conexão 3G com bateria durável para turnos longos de venda externa. A SumUp Solo traz tela sensível ao toque colorida, conexão Wi-Fi e chip 3G/4G multioperadora com base de recarga de bancada inclusa na caixa, entregando um acabamento mais moderno para serviços de entrega e atendimento em mesas.
- Modelos de balcão com bobina térmica: a Ton T3 PromoTon é uma máquina pesada e estável com teclado numérico emborrachado e impressora veloz, projetada para caixas com fila constante. A SumUp Solo Printer combina o terminal compacto Solo a uma base desacoplável com impressora térmica e bateria auxiliar, permitindo soltar o visor para receber o pagamento na mão do cliente e recolocar na base para imprimir a via física.
- Terminais inteligentes Android: a Ton T3 Smart e a SumUp Smart rodam sistemas Android com telas amplas sensíveis ao toque, leitor de aproximação ultra-rápido e câmeras para leitura de código de barras. Ambos os equipamentos suportam catálogos de produtos no próprio visor e processamento ágil de transações consecutivas, sendo indicados para empresas com faturamento acima de R$ 15.000 mensais.
- Regime de posse e garantia: a Ton opera sob comodato, o que significa que o lojista adquire o direito de uso com garantia e suporte técnico vitalícios enquanto mantiver a maquininha ativa na base. Na SumUp, a compra é definitiva, com nota fiscal em nome do comprador, garantia de 3 anos e total liberdade para transferir ou revender o equipamento para outro CNPJ ou CPF sem bloqueios contratuais.
Taxas de 2026: comparativo padronizado no débito, crédito e parcelado
Ao colocar as tabelas lado a lado, a diferença salta aos olhos. A Ton pratica as menores taxas no parcelamento longo se você sustentar a meta mensal de vendas. A SumUp, em contrapartida, cobra tarifas fixas e não castiga o lojista quando o mês fecha mais fraco.
| Modalidade | Ton (PromoTon D+1) | SumUp (Imediato D+0) | SumUp (Antecipado D+1) | Diferencial de Regra |
|---|---|---|---|---|
| Débito à vista | 1,39% | 1,90% | 1,35% | SumUp D+1 empata tecnicamente com a Ton no débito |
| Crédito à vista | 3,15% | 4,30% | 3,10% | SumUp Imediato aplica acréscimo para liberar o saldo na hora |
| Crédito 6x | 7,45% | 11,80% | 8,90% | Ton abre vantagem de 1,45% sobre o plano equivalente da SumUp |
| Crédito 12x | 12,40% | 19,90% | 14,80% | Ton preserva 2,40% a mais de margem que a SumUp no prazo de um dia |
| Pix no terminal | 0,00% (promocional) ou 0,99% | 0,00% na conta SumUp Bank | 0,00% na conta SumUp Bank | Ambas exibem QR Code dinâmico no visor sem tarifa fixa por evento |
| Requisito de vendas | Mínimo de R$ 2.000 por mês | Sem meta de faturamento | Sem meta de faturamento | Vender abaixo do piso na Ton eleva as taxas para o plano básico |
A exigência de faturamento da Ton cobra atenção no fechamento do mês. Caso a sua empresa passe menos de R$ 2.000, as taxas migram direto para a tabela padrão da Stone no mês seguinte, fazendo a cobrança em 12 vezes pular para mais de 21%. A SumUp lida muito melhor com a sazonalidade: a maquininha pode ficar semanas parada na gaveta que a alíquota continua exatamente a mesma.
Prazos de recebimento, regras do Pix e custo real do parcelamento
O prazo para o dinheiro cair na conta dita o fôlego de quem repõe estoque rápido e quer fugir do cheque especial. Na SumUp, a opção imediata (D+0) joga o saldo na conta SumUp Bank minutos após a senha do cliente ser digitada, até no domingo. Na Ton, a liquidação segue o padrão de um dia útil (D+1). Isso significa que as vendas de sexta-feira só entram no caixa na segunda-feira seguinte.
Para receber por Pix, os dois aparelhos criam o QR Code dinâmico na própria tela, de acordo com as normas do Banco Central do Brasil. O pagamento cai em menos de dez segundos e a máquina já avisa ou imprime o comprovante, sem aquela história de ficar conferindo tela de celular do cliente. Esse processo elimina o golpe do agendamento falso e sai muito mais barato do que passar compras no débito.
Vender parcelado em 12 vezes exige calcular na ponta do lápis para a margem não sumir. Numa venda de R$ 1.000 em 12 parcelas na SumUp com repasse D+0, o desconto encosta em R$ 200, sobrando cerca de R$ 801 no caixa. Na Ton, pelo plano PromoTon, a retenção fica em R$ 124 e você recebe R$ 876 limpos. Se você optar por repassar a taxa ao comprador, os dois aplicativos trazem calculadoras embutidas que ajustam o preço antes de passar o cartão.
Ecossistema, conta digital, Tap to Pay e canais de suporte
Maquininha não se resume a taxas e bateria resistente. Os serviços digitais da conta, a facilidade de gerar links de cobrança e a rapidez do suporte técnico pesam tanto quanto o preço na rotina do balcão.
- Conta digital integrada: a Ton Conta funciona respaldada pelo arranjo de pagamentos da Stone, oferecendo transferências Pix ilimitadas, pagamento de tributos e cartão físico de débito. O SumUp Bank traz essas mesmas ferramentas operacionais e adiciona o rendimento automático do saldo parado a 100% do CDI com liquidez diária, funcionando como reserva remunerada sem exigência de transferências manuais para fundos externos.
- Cobrança direta pelo celular (Tap to Pay): os aplicativos TapTon e SumUp Tap dispensam o uso de terminais físicos, transformando smartphones Android e iOS com leitor NFC em maquininhas de cartão. O TapTon exibe taxa de conversão superior em aparelhos intermediários de entrada, enquanto o SumUp Tap traz interface mais intuitiva para catalogação de pedidos e fechamento de comandas.
- Links de pagamento para vendas remotas: ambas disponibilizam links com sistemas de proteção contra chargebacks para negociações no WhatsApp. A Ton aplica taxas próximas a 3,99% no crédito à vista com compensação em 1 ou 2 dias úteis, enquanto a SumUp varia entre 4,20% e 4,90% com liberação antecipada ou opção econômica com prazo dilatado para 30 dias.
- Estrutura de suporte técnico: a Ton concentra suas interações em um assistente virtual no WhatsApp que direciona os chamados complexos para atendentes humanos, aproveitando a rede logística da Stone para trocar equipamentos com defeito em prazos reduzidos. A SumUp disponibiliza atendimento por chat no aplicativo e linha telefônica dedicada, oferecendo diagnósticos remotos claros antes de acionar o procedimento postal de troca.
Simulação prática: quanto sobra de lucro em três volumes de vendas
A disparidade entre as duas marcas fica clara ao colocarmos no papel o dinheiro que realmente sobra no bolso em três modelos comuns de comércio.
- Cenário 1: faturamento de R$ 2.000 mensais exclusivamente à vista (R$ 1.000 no débito e R$ 1.000 no crédito à vista). Na Ton PromoTon, os descontos somam R$ 13,90 no débito e R$ 31,50 no crédito, deixando R$ 1.954,60 líquidos na conta. Na SumUp com liquidação imediata D+0, a dedução é de R$ 19,00 no débito e R$ 43,00 no crédito, totalizando R$ 62,00 em tarifas e saldo final de R$ 1.938,00. A diferença de R$ 16,60 ao mês remunera a comodidade de dispor do valor no mesmo dia da venda.
- Cenário 2: faturamento de R$ 5.000 mensais com 60% parcelado em 6 vezes (R$ 2.000 no débito e R$ 3.000 no crédito em 6x). A Ton retém R$ 27,80 no débito e R$ 223,50 no parcelamento, entregando R$ 4.748,70 líquidos. A SumUp no plano Antecipado D+1 desconta R$ 27,00 no débito e R$ 267,00 no crédito parcelado, restando R$ 4.706,00. O ganho da Ton atinge R$ 42,70 mensais, cobrindo despesas operacionais rotineiras do negócio.
- Cenário 3: faturamento de R$ 15.000 mensais com tíquete elevado em 12 vezes (R$ 5.000 no débito e R$ 10.000 no crédito em 12x). A Ton desconta R$ 69,50 no débito e R$ 1.240,00 no crédito longo, liberando R$ 13.690,50 ao comerciante. A SumUp no plano Antecipado D+1 retém R$ 67,50 no débito e R$ 1.480,00 no parcelamento, entregando R$ 13.452,50. A economia favorável à Ton sobe para R$ 238,00 líquidos a cada mês de vendas.
- Balanço acumulado em 12 meses: projetando o cenário de R$ 15.000 ao longo de um ano, o uso da Ton gera R$ 2.856,00 a mais de lucro no bolso do vendedor em comparação ao plano D+1 da SumUp, ou mais de R$ 8.900,00 de diferença se comparado ao plano Imediato D+0 da concorrente. Esse valor acumulado custeia a compra de vários equipamentos adicionais ou investimentos diretos no mostruário da loja.
Guia de decisão: 6 cenários para bater o martelo
Para decidir sem medo de errar, avalie com qual destes cenários a sua rotina bate hoje:
- Escolha SumUp se o seu negócio depende de reposição diária de estoque: a liberação em minutos no plano D+0 garante dinheiro em caixa aos sábados e domingos para abastecer o comércio com fornecedores atacadistas sem pagar juros de cheque especial.
- Escolha Ton se o seu faturamento supera com facilidade R$ 2.000 ao mês e suas vendas concentram-se em parcelas longas: a economia nas taxas de 6x a 12x no plano com meta oferece o melhor rendimento líquido do mercado para clínicas, oficinas mecânicas e lojas de roupas.
- Escolha SumUp se as suas vendas acontecem de forma esporádica ou sazonal: profissionais liberais e autônomos que atendem apenas alguns dias por mês não correm o risco de perder as condições contratadas por oscilações temporárias de receita.
- Escolha Ton T3 ou Ton T3 Smart se o seu comércio tem balcão físico movimentado: a robustez dos aparelhos de bancada, a agilidade do corte de bobina térmica e o suporte logístico rápido da Stone asseguram que o ponto não fique parado em horários de pico.
- Escolha SumUp se você faz questão de ser o proprietário definitivo do aparelho: o regime de venda com nota fiscal permite desativar a maquininha sem cobranças de inatividade, além de possibilitar a venda futura do terminal caso você decida trocar de atividade comercial.
- Considere opções como Mercado Pago ou PagBank se você precisa de integrações com lojas virtuais: se a sua empresa necessita de conciliação direta com plataformas de e-commerce ou emissão de carnês bancários registrados, essas operadoras concorrentes entregam ferramentas de gestão web mais abrangentes.
A escolha final depende da prioridade do seu caixa: leve a Ton se você fatura com folga mais de R$ 2.000 ao mês e quer segurar cada centavo de margem no parcelado em D+1; contrate a SumUp se a sua operação precisa de liquidez imediata em D+0 na conta, sem o estresse de bater metas mínimas de vendas.
Perguntas frequentes
A maquininha Ton precisa de celular para funcionar?
Não na maioria dos modelos. Apenas o modelo de entrada T1 exige conexão Bluetooth contínua com o smartphone para transacionar. As versões T2, T3 e T3 Smart possuem chip de dados próprio e Wi-Fi, operando de forma autônoma na rua ou no balcão.
O que acontece se eu não atingir o faturamento mínimo mensal no plano promocional da Ton?
Se o seu negócio faturar menos de R$ 2.000 no mês, a Ton migra sua conta no mês seguinte para a tabela padrão da Stone. Com isso, os descontos aumentam sensivelmente, fazendo a taxa de parcelamento em 12 vezes saltar de 12,40% para mais de 21%.
A SumUp bloqueia o dinheiro de vendas parceladas suspeitas?
Sim. O sistema de monitoramento de risco pode reter transações com tíquetes fora da sua média habitual para validação antifraude. Nesses casos, o suporte exige notas fiscais, ordens de serviço ou recibos de entrega do cliente para liberar o saldo retido.
Posso transferir a maquininha da Ton ou da SumUp para outra pessoa?
Apenas na SumUp. Como a SumUp trabalha com venda definitiva e nota fiscal, você pode repassar o leitor e atualizar a titularidade no painel. Na Ton, os aparelhos funcionam em regime de comodato vinculados ao seu CPF ou CNPJ, inviabilizando transferências de conta.
