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Ton ou Mercado Pago Point: qual é melhor para vender em 2026?

Por · 8 de setembro de 2026 · Comparativos de Maquininhas

Comprar a maquininha mais barata parece um ótimo negócio no primeiro dia, até a conta das taxas chegar no fim do mês. Em 2026, a Ton (marca da StoneCo focada em autônomos) lidera com folga para quem busca as menores taxas no parcelamento em até 12 vezes e consegue esperar um dia útil para receber.

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Principais conclusões

Já a linha Mercado Pago Point, ligada ao Mercado Livre, leva a melhor se o seu comércio depende de liquidez imediata. Com ela, o saldo cai na hora na conta digital, inclusive sábado e domingo, o que salva quem precisa repor mercadoria sem perder tempo.

Veredito rápido: qual vale mais a pena para o seu perfil em 2026?

A decisão entre Ton e Mercado Pago se resume a qual gargalo aperta mais a sua rotina: o custo das parcelas ou a pressa para ver a cor do dinheiro. Vende produtos de tíquete médio ou alto parcelados no cartão? A Ton economiza centenas de reais por mês na sua margem líquida.

Agora, se a sua rotina envolve rodar mercadoria todo santo dia no Ceasa ou em atacados da região, abrir mão de uma fatia pequena nas taxas do Mercado Pago faz sentido pela vantagem de ter o saldo disponível na mesma hora.

Como braço direto da StoneCo, a Ton aproveita toda a estrutura de liquidação bancária da controladora para sustentar taxas baixas de verdade. Aparelhos como a Ton T2+ e a Ton T3 Brother viraram o padrão de balcão em oficinas mecânicas, lojas de roupas, consultórios e prestadores de serviços em geral. São negócios em que o cliente quase sempre divide a conta em 6, 10 ou 12 vezes, concentrando a maior parte do faturamento no crédito parcelado.

O corte entre preservação de lucro e liquidez imediata

O Mercado Pago aposta em outra dor do lojista: o tempo de espera. Passou a venda em qualquer terminal Point, o dinheiro líquido pinga no mesmo segundo na conta digital. Dá para pagar fornecedores via Pix ali na hora ou usar o cartão corporativo no caixa do fornecedor sem pestanejar. Isso elimina a dependência do expediente bancário tradicional de D+1 útil, que a StoneCo adota na Ton.

Essa rapidez do Mercado Pago, no entanto, cobra a fatura na tabela. Enquanto a Ton opera com margens muito enxutas para entregar o dinheiro no dia útil seguinte, o Mercado Pago encarece o parcelamento para cobrir o custo de antecipar o valor na hora. A escolha se resume a isso: seu modelo de negócio precisa proteger cada centavo de margem ou depende do giro rápido do dinheiro para continuar vendendo?

Comparativo de aparelhos: modelos de entrada, intermediários e Smart

O comparativo a seguir coloca lado a lado os modelos equivalentes de cada empresa nas três categorias clássicas do comércio: maquininhas de bolso, modelos intermediários com teclado físico e aparelhos Smart com sistema Android.

Categoria do terminalLinha Ton (StoneCo)Linha Mercado PagoConectividade e ComprovanteRegime de Garantia
Entrada (sem celular)Ton T1 ChipPoint AirChip 4G e Wi-Fi; comprovante por SMSTon: Vitalícia (comodato) | MP: 3 anos contratual
Intermediária móvelTon T2+Point Pro 2Chip multi-operadora e Wi-Fi; comprovante impresso na Point Pro 2 e SMS no T2+Ton: Vitalícia (comodato) | MP: 3 anos contratual
Balcão com bobinaTon T3 BrotherPoint Pro 2Chip 3G/4G e Wi-Fi; bobina térmica integrada para impressão de comprovante em papelTon: Vitalícia (comodato) | MP: 3 anos contratual
Smart Android de alta escalaTon T3 SmartPoint Smart 2Sistema Android, tela sensível ao toque, 4G, Wi-Fi e bobina de alto rendimentoTon: Vitalícia (comodato) | MP: 3 anos contratual

Na categoria intermediária, as diferenças práticas entre os aparelhos saltam aos olhos. A Ton T2+ cabe na palma da mão e aguenta mais de 12 horas seguidas longe da tomada, ótima para entregadores e comércio de rua, mas envia comprovante apenas por SMS. A Point Pro 2, por sua vez, foi pensada para balcão: vem com teclado físico espaçoso, base de mesa para recarga contínua e bobina térmica para emitir recibo impresso, ideal para quem tem ponto fixo e dispensa telas touch.

Garantia vitalícia da StoneCo contra propriedade do Mercado Pago

Existe outro detalhe contratual decisivo aqui: quem é o dono do equipamento. A Ton adota o comodato com taxa de adesão. Você paga para liberar o uso do aparelho, mas tem suporte e troca gratuita garantidos durante todo o período em que mantiver a conta ativa. Se o leitor de chip falhar ou a bateria arriar daqui a dois ou três anos, o suporte da StoneCo envia outro terminal sem cobrar nada a mais por isso.

Já no Mercado Pago, a maquininha é de fato sua, com nota fiscal de venda mercantil e garantia de 3 anos contra defeitos de fábrica. O ponto de atenção surge justamente após o fim dessa cobertura. Se a placa queimar ou o teclado quebrar depois de três anos de trabalho pesado, o conserto não existe e a única saída é comprar outro aparelho do próprio bolso. No longo prazo, esse custo de reposição precisa entrar na sua conta.

Taxas de débito e crédito: tabelas oficiais e condições contratuais

A Ton chega com as menores taxas do mercado no plano PromoTon, só que atrela esse desconto a um piso mensal de vendas. No Mercado Pago a lógica muda: as tarifas são fixas e sem metas de faturamento, variando apenas conforme o prazo que você escolhe para liberar os recursos.

Regras do plano PromoTon e o custo de desenquadramento

Dentro do PromoTon, as taxas nas bandeiras Visa e Mastercard ficam em torno de 1,39% no débito, 3,15% no crédito à vista e perto de 12,40% no parcelado em 12 vezes para receber em um dia útil. O detalhe contratual é que o aparelho precisa movimentar ao menos R$ 2.000,00 por mês para segurar essas alíquotas. Para uma loja que abre todo dia, bater essa meta é tranquilo, mas quem vive de temporadas ou picos sazonais pode ter dores de cabeça nos meses fracos.

Se você vender menos de R$ 2.000,00 em um mês civil na Ton, o sistema migra sua conta automaticamente para a tabela básica. Nessa faixa padrão, a taxa do parcelamento em 12 vezes pula para mais de 18%, engolindo boa parte do lucro das vendas. Para voltar aos números do PromoTon, o lojista é obrigado a bater a meta de faturamento novamente no mês seguinte e pedir a reclassificação manual direto no aplicativo.

Tabela do Mercado Pago e a precificação da liquidez imediata

No Mercado Pago você não precisa cumprir meta mensal de faturamento nem paga multa por vender pouco. A taxa descontada em cada cobrança depende só do prazo que você escolhe no aplicativo para ter o saldo liberado. Se quiser o dinheiro na hora, o débito desconta 1,68% e o crédito à vista varia entre 4,98% e 5,31%. No parcelado, o sistema soma a tarifa básica de processamento com o custo de cada parcela mensal.

Quem topa esperar 14 ou 30 dias para receber no crédito à vista vê essas taxas caírem para 3,79% e 3,03%. Só que aguardar um mês inteiro anula o maior atrativo da empresa: a liquidez imediata no caixa. Na prática do balcão, quase todo mundo que usa as maquininhas Point escolhe o recebimento na hora. O comerciante prefere pagar a alíquota mais cara para não ficar com dinheiro retido.

Taxa de intermediação versus custo de parcelamento

Entender a cobrança nas vendas divididas evita rombos no fechamento do mês. O parcelamento no Mercado Pago desconta duas vezes: cobra a taxa de intermediação e soma a tarifa financeira por número de parcelas. Quando você parcela em 12 vezes para sacar no mesmo minuto, a mordida total passa dos 16% sobre o valor da mercadoria. Se a sua margem de lucro for curta, a venda vira prejuízo sem você perceber.

A Ton preferiu unificar a taxa de intermediação e o custo de adiantamento em uma tabela só dentro do plano PromoTon. Em 12 parcelas com repasse no dia útil seguinte, a alíquota total bate cerca de 12,40%, o que deixa 4 pontos percentuais a mais no seu bolso. Para quem gira dezenas de milhares de reais todo mês, essa diferença percentual paga despesas fixas da operação.

Prazo de repasse, Pix e custos de parcelamento em até 12x

O prazo de liberação do dinheiro e o jeito de repassar os custos das taxas ao cliente final separam com clareza as duas plataformas na rotina diária.

Conta digital, aplicativo e recursos de gestão do negócio

A conta digital do Mercado Pago funciona como um banco robusto de alta liquidez com linha de crédito ativa, enquanto o aplicativo da Ton aposta em rotinas simples e no suporte ágil da StoneCo.

Ecossistema Mercado Pago: rendimento, capital de giro e integração

O ponto forte do Mercado Pago está na integração da sua conta digital. O dinheiro das vendas rende em todos os dias úteis acompanhando o CDI, sem exigir que você transfira valores para aplicações manuais. O saldo guardado entre o pagamento de um cliente e o vencimento de um boleto rende juros de forma automática, dentro das normas do Banco Central do Brasil.

Manter um ritmo firme de vendas na maquininha Point também alimenta o sistema do Mercado Crédito, que costuma liberar empréstimos e capital de giro com desconto direto nas vendas do dia. Para quem já vende no Mercado Livre, o ganho é ainda mais evidente: saldo unificado, envios com os Correios e o Mercado Envios, reputação da loja e vendas físicas ficam centralizados no mesmo aplicativo.

Plataforma Ton: rotinas de pagamento e tecnologia Tap to Pay

A Conta Ton cumpre o básico que o MEI precisa no cotidiano. O aplicativo gera boletos de cobrança, faz transferências Pix sem custo, permite quitar a guia do DAS e controla o cartão de débito internacional. A empresa não traz a mesma variedade de investimentos ou empréstimos do rival, mas entrega estabilidade operacional e não embute tarifas de manutenção.

As duas marcas trazem a opção de receber pagamentos por aproximação no celular Android via NFC, dispensando o terminal físico na rua. O TapTon funciona com rapidez nas aprovações e mantém as mesmas taxas contratadas na conta. Já para quem prefere a maquininha de balcão Ton T3 Smart, o visor touch vem com catálogo de produtos para registrar itens e fechar vendas com agilidade.

Qualidade do suporte técnico e canais de atendimento

O suporte ao cliente marca a maior diferença prática entre as duas opções. A Ton aproveita o padrão de atendimento da StoneCo e costuma colocar um atendente humano para responder no chat ou no telefone em menos de cinco minutos. Em caso de defeito no leitor, a troca costuma ser rápida: agentes de rua levam um aparelho novo até o seu comércio na maioria das capitais e cidades médias.

No Mercado Pago, o primeiro contato quase sempre passa por inteligência artificial e caminhos automáticos no aplicativo. Falar com um atendente humano para resolver estornos confusos, contestações de compra ou saldo bloqueado exige paciência e vários protocolos abertos. Quem não quer arriscar pausas no fluxo de caixa e faz questão de suporte humano rápido tem mais paz com a estrutura da Ton.

Simulações financeiras: quem deixa mais dinheiro no seu bolso?

Calculamos três situações comuns de vendas para mostrar quanto realmente sobra no bolso do pequeno lojista depois de trinta dias de trabalho.

Guia de decisão: 6 cenários objetivos para bater o martelo

Para tomar a sua decisão com segurança, confira em qual dos seis modelos de negócio descritos a seguir a sua rotina se encaixa melhor.

Quando a Ton é a escolha técnica certa

A Ton faz todo sentido para quem vive de parcelamento longo: consultórios odontológicos, estúdios de tatuagem, oficinas mecânicas e marcenarias sob encomenda. A diferença das taxas em 10 ou 12 vezes segura a margem do serviço sem forçar o lojista a repassar um custo absurdo ao cliente. O modelo também encaixa perfeitamente em empresas com caixa organizado. Se o seu negócio aguenta esperar a compensação em D+1 útil com uma reserva básica, você não passa aperto esperando a venda de sábado cair na segunda-feira.

Outro perfil beneficiado reúne quem coloca a operação contínua acima de tudo. Com o comodato da StoneCo, a garantia da máquina é vitalícia. Se o leitor der defeito no meio da semana, a troca acontece sem custo de conserto nem dor de cabeça. Isso evita gastar dinheiro comprando terminais novos de tempos em tempos para substituir aparelhos desgastados pelo uso diário intenso.

Quando o Mercado Pago Point resolve a sua operação

Já o Mercado Pago vira a escolha certa quando o negócio depende de giro rápido. É a realidade de barracas de feira, hortifrútis e depósitos de bebidas de bairro. Nesses comércios, a venda feita às 11h precisa estar disponível na conta às 14h para pagar o fornecedor do dia. Há também a turma que já vende dentro do Mercado Livre: usar a maquininha Point ajuda a concentrar o saldo na conta digital para quitar fretes, bancar anúncios e turbinar a reputação interna na plataforma.

Esse ecossistema também atrai autônomos interessados em capital de giro ou limite rotativo pelo Mercado Crédito. Quem não quer encarar a montanha de papelada dos bancos convencionais usa a movimentação da maquininha Point como vitrine financeira, gerando histórico de vendas direto no aplicativo para liberar empréstimos com agilidade.

Quando nenhuma das duas atende o seu negócio

Se a sua empresa já fatura acima de R$ 50.000,00 por mês de forma estável, pare por aqui: nem Ton nem Mercado Pago Point valem a pena. Com esse volume em mãos, você ganha poder real de negociação. Vale muito mais sentar com a Stone matriz, com a Cielo ou com a Rede para brigar por taxas sob medida no balcão corporativo, bem abaixo de qualquer tabela pública disponível para o varejo comum.

O mesmo vale para comércios que dependem de frente de caixa completa, com leitor de código de barras em esteiras, sistema ERP e TEF dedicado. Nem a Ton nem o Mercado Pago foram criados para automação pesada de supermercados. Os modelos dessas marcas servem para cobrança avulsa de balcão e mobilidade na rua, e forçar o uso deles em caixas integrados só vai gerar filas e gargalos operacionais.

Próximos passos para ativar a sua operação

  1. Calcule o seu percentual de vendas no parcelado: Revise o histórico dos últimos 60 dias de entradas e verifique se as vendas parceladas superam 40% do seu faturamento bruto total.
  2. Avalie a sua necessidade de liquidez: Defina com clareza se a sua empresa consegue operar aguardando um dia útil para receber ou se a falta de saldo em fins de semana paralisa a sua rotina.
  3. Escolha o modelo de aparelho adequado: Opte pela Ton T2+ ou Point Air para mobilidade na rua, ou selecione a Ton T3 Brother ou Point Pro 2 se o comprovante impresso em papel for indispensável.
  4. Cadastre-se no site oficial da marca escolhida: Efetue o pedido do terminal com os seus dados de MEI ou CPF, garantindo o enquadramento no plano de menor taxa logo na aquisição inicial.

Perguntas frequentes

É possível usar maquininha Ton ou Point sem ter CNPJ ativo?

Sim, ambas aceitam cadastro apenas com CPF, ideal para autônomos que estão começando. Contudo, fique atento à gestão fiscal: sem CNPJ (como MEI), o volume transacionado no seu CPF continua sendo informado à Receita Federal via Dimp, o que pode exigir recolhimento de imposto de renda sobre os ganhos.

Como funciona a garantia dos leitores de cartão da Ton e do Mercado Pago?

Na Ton, o modelo é de comodato: a garantia é vitalícia e a substituição do leitor é gratuita enquanto você mantiver a conta ativa. No Mercado Pago, a maquininha é de sua propriedade e tem 3 anos de garantia contratual; após esse prazo, falhas de hardware exigem comprar um aparelho novo por conta própria.

O dinheiro das vendas cai automaticamente na minha conta bancária tradicional?

Não. Em ambas as adquirentes o valor é creditado primeiro na conta de pagamento do próprio aplicativo (Ton ou Mercado Pago). Para mover o dinheiro até o seu banco convencional, você precisa configurar ou solicitar uma transferência manual via Pix, que não tem custo adicional.

Posso transferir a titularidade de uma maquininha usada entre pessoas?

Sim, mas os processos diferem. No Mercado Pago, como o aparelho é seu, basta desvincular o número de série no app antigo e cadastrá-lo na nova conta. Já na Ton, por se tratar de cessão de comodato atrelada ao plano de taxas contratado, a transferência exige validação direta com o suporte da Stone.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.