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7 melhores maquininhas para MEI em 2026: ranking por faturamento

Por · 8 de setembro de 2026 · Maquininhas por Perfil e Faturamento

Escolher a maquininha certa para o seu MEI é uma conta puramente matemática sobre faturamento. Se você fatura mais de R$ 5.000 por mês no CNPJ, a InfinitePay bate a concorrência nas taxas. Vende entre R$ 2.000 e R$ 5.000? A Ton assume a ponta com o plano Blackton. Já abaixo de R$ 2.000 ou em vendas sazonais, a SumUp protege melhor o seu lucro. Ignorar as promoções passageiras é o único jeito de calcular o custo que realmente vai ficar.

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Principais conclusões

Qual a melhor maquininha para MEI em 2026: resposta direta e comparação geral

Em 2026, a melhor maquininha para quem fatura acima de R$ 5.000 por mês é a InfinitePay Smart. Logo atrás, para quem movimenta entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais, a Ton T3 entrega o melhor equilíbrio financeiro. Se o seu negócio tem sazonalidade ou volume menor, a SumUp Solo fica no topo da lista porque não exige nenhuma meta mínima de vendas para manter as taxas baixas.

Marca e ModeloPerfil IdealDébitoCrédito à VistaCrédito 12x (D+1)Repasse e Conexão
InfinitePay SmartFaturamento acima de R$ 5.000 (CNPJ)0,75%2,89%9,85%1 dia útil (Conta digital); Wi-Fi e Chip 4G
Ton T3 (Plano Blackton)Faturamento de R$ 2.000 a R$ 5.0001,39%3,15%12,40%1 dia útil (Super Conta Ton); Wi-Fi e Chip 4G
SumUp SoloVendas sazonais ou até R$ 2.0001,35%3,10%12,90%1 dia útil (Qualquer banco); Wi-Fi e Chip 3G
Mercado Pago Point Pro 2Giro rápido e saldo imediato1,68%3,49%13,97%Imediato (Conta Mercado Pago); Wi-Fi e Chip 3G
PagBank Moderninha Pro 2Comércio fixo e conta remunerada1,53%3,39%13,49%Imediato ou D+1; Wi-Fi e Chip 4G
Cielo FlashAlimentação e captura de vouchers1,64%3,79%14,80%1 dia útil (Conta bancária); Wi-Fi e Chip 4G
Ton T1 ChipServiços externos de baixo custo1,39%3,15%12,40%1 dia útil (Super Conta Ton); Chip próprio

Os números refletem as tabelas padrão ativas que cada adquirente aplica aos cadastros de MEI. Fique atento aos prazos: receber em um dia útil (D+1) pede que o fechamento do lote diário respeite o horário bancário de cada operadora. Além disso, todos os modelos avaliados aqui vêm com chip próprio de dados, então você nunca precisa conectar celular para passar uma cobrança.

Critérios do ranking: como medimos o custo real para microempreendedores

Nós cortamos deliberadamente as ofertas de boas-vindas de 30 dias desta análise. O motivo é simples: o que sustenta o negócio no dia a dia é o custo fixo real que sobra quando a festa acaba. O boleto do MEI vence todo mês, e é a taxa definitiva da maquininha que vai ditar quanto sobra de margem no caixa depois que o período promocional expirar.

Eliminação de taxas promocionais e validade de campanhas

Cuidado com promessas de crédito a 0% ou débito a 0,79%. Na prática, essa condição quase sempre trava nos primeiros R$ 5.000 passados ou em 30 dias corridos. Bateu o teto, a adquirente joga você na tabela padrão sem pedir licença. Por isso, nossos cálculos consideram exclusivamente a taxa contratual definitiva, aquela que vai descontar do seu bolso no terceiro, sexto ou décimo mês de uso.

Antecipação compulsória versus recebimento no fluxo

A maioria esmagadora das maquininhas para MEI trabalha com repasse em 1 dia útil ou liberação na hora. Ou seja, o custo de antecipar o dinheiro já vem embutido na taxa do crédito parcelado. Quando você vê por aí uma taxa de 3% no parcelado, desconfie: quase sempre ela paga mês a mês ao longo de doze meses, o que sangra o capital de giro de quem precisa repor estoque rápido.

Pelas normas de transparência do Banco Central do Brasil sobre arranjos de pagamento, você tem o direito de saber exatamente quanto vai cair limpo na sua conta. Nós filtramos apenas as credenciadoras que antecipam os valores de forma direta, sem inventar tarifas secundárias por transferência bancária ou custos ocultos por lote liquidado.

Tarifas bancárias de transferência e custo de posse

Comprar a maquininha em vez de alugar é outro passo decisivo para enxugar custos fixos. Quando o aparelho é seu, você não paga mensalidade mesmo nos meses fracos de faturamento. Checamos também se a conta digital vinculada permite transferir o dinheiro via Pix sem cobrar tarifas adicionais, ou se ela tenta prender os seus recursos dentro do próprio aplicativo da operadora.

Ranking das 7 melhores maquininhas para MEI em 2026

A análise detalhada a seguir expõe os pontos fortes e os gargalos operacionais de cada leitor, ajudando você a escolher o modelo que melhor se encaixa no fluxo de caixa do seu negócio.

1. Ton T3 (Plano Blackton): equilíbrio para quem fatura de R$ 2 mil a R$ 5 mil

A Ton T3 oferece o melhor custo-benefício de compra para comércio de balcão e prestadores de serviço com ponto fixo. O leitor solta comprovante em papel, aguenta o dia todo fora da tomada e vem com chip de dados ilimitado grátis. No plano Blackton, as taxas cobradas sobre as vendas ficam entre as mais competitivas de todo o mercado para pessoa jurídica.

2. InfinitePay Smart: campeã em taxas para faturamento acima de R$ 5 mil

Para quem vende com CNPJ ativo, a InfinitePay pratica as taxas mais baixas do mercado nacional no débito e no parcelado. O modelo Smart vem com Android, tela grande sensível ao toque e conexão 4G rápida para evitar filas. Fora a maquininha física, o app inclui a função InfiniteTap, que transforma qualquer celular compatível em maquininha por aproximação sem cobrar mensalidade.

3. SumUp Solo: previsibilidade sem metas para vendas sazonais

A SumUp Solo é a alternativa mais segura se o seu faturamento oscila bastante ao longo do ano. A empresa não sobe as taxas nem aplica punições se você passar semanas sem bater meta, garantindo os mesmos percentuais no débito e no crédito na alta ou na baixa temporada. O aparelho é bem compacto, tem visor de vidro e uma navegação muito simples.

4. Mercado Pago Point Pro 2: liquidez instantânea e capital de giro

O grande trunfo da Point Pro 2 é liberar o dinheiro na conta do Mercado Pago em segundos, inclusive nos fins de semana e feriados. Para quem gira estoque rápido e precisa comprar mercadoria no mesmo dia em que vende, essa liquidez imediata compensa qualquer pequena diferença de taxa. O equipamento imprime recibo de papel e já vem com conexão móvel estável.

5. PagBank Moderninha Pro 2: ecossistema bancário completo no balcão

A Moderninha Pro 2 combina um aparelho resistente a uma conta digital cujo saldo rende mais que a poupança automaticamente. O leitor traz teclado físico emborrachado, antena Wi-Fi de longo alcance e organiza o fechamento de caixa individual para múltiplos atendentes. Somado a isso, o catálogo de bandeiras aceitas pelo PagBank é um dos mais completos para o comércio de rua.

6. Cielo Flash: autoridade máxima na captura de vales e vouchers

A Cielo Flash é a pedida certa para quem atua em alimentação e não pode abrir mão dos vales-refeição e alimentação. Por ser uma credenciadora tradicional, a Cielo libera fácil vouchers como Alelo, VR, Ticket e Pluxee (antiga Sodexo), algo que muitas fintechs ainda penam para aceitar. A máquina aprova transações em menos de dois segundos e alterna automaticamente entre operadoras para não ficar sem sinal.

7. Ton T1 Chip: mobilidade com menor barreira de investimento

A Ton T1 Chip resolve a vida de quem não quer depender do celular na rua e prefere não travar capital comprando leitor caro. O aparelho cabe no bolso da camisa, vem com chip de dados incluso de fábrica e aceita cartão por aproximação ou chip físico. Além disso, as taxas são idênticas às dos modelos maiores da Ton, desde que você mantenha o mesmo plano comercial ativo.

Quando cada maquininha não vale a pena e qual escolher no lugar

Não existe maquininha perfeita para todo mundo. O modelo de negócio de cada operadora foca em um perfil específico de faturamento, e quem sai dessa curva costuma pagar a conta em taxas escondidas ou regras rígidas no contrato.

Risco de reajuste automático na Ton por queda de faturamento

Na Ton, a taxa baixa do plano Blackton exige faturamento mínimo de R$ 2.000 por mês. Se você passar meses seguidos faturando menos do que isso, a empresa migra seu cadastro sem dó para o plano básico: o débito salta para mais de 1,99% e o parcelado encarece bastante. Quem tem venda muito irregular fica mais protegido escolhendo uma SumUp Solo, que mantém a mesma tabela independente do mês fraco.

Exigência estrita de CNPJ e faturamento na InfinitePay

A InfinitePay não libera máquina para CPF e cobra CNPJ regularizado na Receita Federal logo no credenciamento. Quem acabou de abrir a empresa ou ainda gira menos de R$ 5.000 mensais costuma travar na análise de perfil. Se esse for o seu momento, o caminho mais rápido é ir de Mercado Pago Point Pro 2 ou PagBank Moderninha Pro 2, que aprovam o cadastro sem exigir histórico financeiro.

Barreiras na aceitação de vouchers nas adquirentes fintech

Comprar maquininha só olhando taxa baixa, como Ton ou InfinitePay, costuma virar dor de cabeça em bares, lanchonetes e restaurantes. Essas fintechs simplesmente não aceitam os principais cartões de vale-refeição e alimentação corporativos. Se a clientela almoça e pede para passar o benefício no balcão, vá direto para a Cielo Flash para não perder vendas todos os dias.

Simulação real de custos: vendas de R$ 3.000 e R$ 6.000 por mês

A distância entre 9% e 14% de desconto no parcelado parece pouca no papel, mas no fim do mês cobre a guia do DAS ou a conta de luz do comércio. Colocamos na ponta do lápis o impacto em reais para duas faixas comuns de movimento do MEI.

Cenário 1: faturamento de R$ 3.000 mensais

Imagine fechar o mês com R$ 1.000 no débito, R$ 1.000 no crédito à vista e R$ 1.000 parcelados em 6 vezes, com dinheiro na conta em 1 dia útil. Na Ton (Plano Blackton), o débito come R$ 13,90, o crédito à vista leva R$ 31,50 e as 6 parcelas descontam R$ 78,50, somando R$ 123,90 de tarifas. Sobram líquidos R$ 2.876,10 no seu caixa.

Com esses mesmos R$ 3.000 faturados na Point Pro 2 do Mercado Pago, a taxa do débito consome R$ 16,80, o crédito à vista custa R$ 34,90 e o parcelamento em 6 vezes desconta R$ 94,80: total de R$ 146,50 retidos. São R$ 22,60 a mais saindo do seu caixa todo mês, ou R$ 271,20 ao ano. A Ton compensa com folga esse intervalo, a menos que você precise do saldo liberado no mesmo segundo da venda.

Cenário 2: faturamento de R$ 6.000 mensais e o ponto de virada

Se o movimento sobe para R$ 6.000 no mês (divididos em R$ 2.000 no débito, R$ 2.000 no crédito à vista e R$ 2.000 em 12 vezes), a InfinitePay vira o jogo com folga. Nela, o débito fica em R$ 15,00, o crédito à vista desconta R$ 57,80 e o parcelamento longo em 12 vezes tira R$ 197,00. As taxas totais fecham em R$ 269,80.

Passando essa mesma fatura de R$ 6.000 em uma adquirente com taxas padrão de mercado (1,60% no débito, 3,60% no crédito e 14,50% em 12 vezes), você deixaria R$ 394,00 na mesa. A InfinitePay poupa R$ 124,20 por mês nesse cenário. Em um ano de operação, são R$ 1.490,40 a mais que ficam na conta do MEI em vez de engordar a maquininha.

O perigo da antecipação em parcelamentos longos

Vender em 10 ou 12 vezes absorvendo todo o custo do juro é o jeito mais rápido de sangrar margem de lucro. Perder mais de 12% do valor da nota em taxa destrói o ganho de qualquer autônomo. Ajuste o preço base à vista ou configure o próprio aplicativo do terminal para repassar os encargos do parcelamento ao cliente durante a cobrança.

Guia de decisão por rotina de vendas e infraestrutura

A maquininha certa precisa aguentar a sua rotina real de trabalho. Carregar terminal pesado no bolso durante entregas de moto cansa rápido, do mesmo jeito que usar maquininha lenta e sem bobina em balcão movimentado cria fila na hora errada.

Cuidados essenciais antes de fechar o pedido da sua maquininha

Antes de fechar o pedido da sua maquininha, olhe com atenção os detalhes fiscais e as letrinhas miúdas do contrato, pontos que quase todo empreendedor iniciante deixa passar batido.

Contratação via CPF versus cadastro no CNPJ MEI

Cadastre a maquininha direto no CNPJ do MEI, nunca no seu CPF pessoal. O Fisco cruza cada centavo recebido nas credenciadoras via DECRED e e-Financeira. Misturar volume alto de vendas da sua loja na sua conta física é caminho direto para travar na malha fina da Receita Federal.

Garantia vitalícia versus garantia temporária de fábrica

Fique de olho na garantia do aparelho antes de comprar. A Ton trabalha com garantia ilimitada e troca o equipamento quebrado enquanto você usar a conta no mesmo cadastro. Já PagBank e Mercado Pago limitam a proteção a prazos contratuais de 1 a 3 anos: se o leitor pifar depois desse período, você precisará desembolsar o valor de um aparelho novo.

Propriedade do terminal versus regime de comodato velado

Confira se o terminal é realmente seu ou se você está entrando em um comodato disfarçado de compra. No modelo de aluguel ou comodato, você paga uma taxa de adesão inicial, mas a posse continua com a empresa, muitas vezes com cláusula que exige devolver o aparelho se ficar 60 ou 90 dias sem bater faturamento mínimo.

Próximos passos para formalizar a sua escolha

  1. Calcule a média de vendas mensal projetada para o seu negócio nos próximos seis meses, separando o volume estimado entre débito, crédito à vista e parcelado.
  2. Consulte a situação cadastral do seu CNPJ no site oficial da Receita Federal para garantir que não existam pendências na emissão do comprovante de MEI.
  3. Verifique a qualidade de cobertura de sinal de telefonia móvel no endereço de atendimento do seu comércio para solicitar o chip da operadora mais estável no ato do pedido.
  4. Realize a compra do terminal escolhido exclusivamente pelos canais oficiais das marcas homologadas, recusando aparelhos de segunda mão que possam estar vinculados a contas bancárias antigas.

Perguntas frequentes

O MEI precisa emitir nota fiscal para todas as vendas feitas na maquininha?

Não. Para clientes pessoa física, a emissão de nota fiscal continua facultativa, a menos que o consumidor exija o documento. No entanto, as operadoras informam todo o faturamento à Receita Federal via Decred e e-Financeira. Por isso, cada venda no cartão entra direto no cálculo do teto anual do MEI, mesmo sem nota fiscal emitida.

Posso comprar a maquininha no meu CPF e transferir para o CNPJ MEI depois?

Sim, na maioria das marcas você consegue atualizar o cadastro pelo aplicativo. Contudo, operadoras como a InfinitePay aceitam apenas cadastros feitos diretamente com o CNPJ ativo desde o início para liberar as menores taxas. Além disso, usar o CPF no começo mistura as movimentações com seu patrimônio pessoal, elevando o risco de malha fina.

O que acontece com as taxas se eu faturar menos que a meta da operadora no mês?

Se você não atingir a meta estipulada em planos condicionados, a adquirente migra seu cadastro para uma tabela padrão com taxas mais caras. Na Ton, por exemplo, o plano Blackton exige faturamento mínimo de R$ 2.000 mensais para manter os percentuais reduzidos. Para quem tem vendas sazonais, marcas como a SumUp são mais seguras por não aplicarem metas.

Maquininha com bobina de papel gasta mais bateria e dados móveis?

A impressora térmica consome mais bateria a cada comprovante emitido, reduzindo a autonomia do terminal longe da tomada. Por outro lado, o gasto do pacote de dados permanece o mesmo de um modelo digital, já que o leitor envia apenas as informações textuais da transação para aprovação na rede, sem pesar na conexão do chip.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.