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7 melhores maquininhas sem aluguel em 2026: compare custo e taxas

Por · 8 de setembro de 2026 · Rankings de Maquininhas

Comprar uma máquina sem aluguel não anula os custos de cada transação nem garante a menor tarifa sobre o caixa diário. Para autônomos e microempresas neste segundo semestre de 2026, a Ton T3 Pro no plano BlackTon costuma oferecer o pacote mais vantajoso no CPF. Já a InfiniteBlack Smart, da InfinitePay, assume a dianteira nos custos de parcelamento para empresas com CNPJ e volume moderado ou alto. Vale pontuar: avaliamos aqui apenas aparelhos comprados em definitivo, excluindo contratos corporativos voltados a grandes redes varejistas.

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Principais conclusões

Resposta rápida: as 7 melhores opções e comparativo direto de condições em 2026

A escolha do terminal certo passa pela composição das suas vendas. Você passa mais débito à vista ou depende de crédito parcelado? Aparelhos básicos pareados com celular quebram o galho de prestadores de serviço com poucas cobranças na rua. Já balcões movimentados pedem terminais inteligentes com bobina de papel e chip 4G próprio, capazes de girar filas sem lentidão.

ModeloPreço de AquisiçãoTaxa DébitoTaxa Crédito à VistaTaxa Parcelado (12x)Prazo de RepasseIndicação Principal
Ton T3 Pro (BlackTon)12x de R$ 29,901,39%3,15%12,40%1 dia útilBalcão e mobilidade com comprovante em papel (PF e PJ)
InfinitePay InfiniteBlack Smart12x de R$ 28,900,75%2,89%9,80%Na hora ou 1 dia útilEmpresas com CNPJ e vendas concentradas em parcelas longas
PagBank Moderninha Smart 212x de R$ 24,901,49%3,19%12,99%Na horaComércio que aceita vouchers de alimentação e refeição
Mercado Pago Point Smart 212x de R$ 23,901,68%3,49%13,92%Na horaVendedores do Mercado Livre e gestão simples de catálogo
SumUp Solo12x de R$ 15,901,35%3,10%12,90%Na hora ou 1 dia útilPrestadores de serviços externos que priorizam bateria
Ton T1 (BlackTon)12x de R$ 4,901,39%3,15%12,40%1 dia útilOrçamento enxuto com pareamento em smartphone
PagBank Minizinha Chip 312x de R$ 8,901,49%3,19%12,99%Na horaEntregadores e autônomos que dispensam o celular

Quem trabalha como autônomo sem CNPJ encontra na Ton um cadastro simples e taxas competitivas logo de saída. Por outro lado, lojistas com empresa aberta que vendem itens de tíquete alto (como marcenaria, cursos, joias ou reformas em dez a doze vezes) recuperam o valor do leitor da InfinitePay em dois meses. O segredo está no deságio reduzido das parcelas longas.

Metodologia: como calculamos o custo real além do preço de compra

O gasto real de uma maquininha não é o preço que você paga no anúncio, mas sim a soma das taxas por transação com o prazo de recebimento. Há marcas vendendo leitores por trinta ou cinquenta reais. Parece barato no primeiro dia, até você descobrir que a taxa do crédito à vista passa de 4% e o parcelado em doze meses supera os 20%.

Cuidado para não confundir posse com comodato condicionado. Na compra de verdade, a nota fiscal sai em seu nome, o terminal vira patrimônio do negócio e você pode revendê-lo no futuro se quiser. No comodato com meta, a isenção de mensalidade costuma exigir faturamento entre R$ 2.000 e R$ 5.000 todo mês. Se o movimento cair numa época fraca, a taxa de aluguel reaparece debitada direto do seu saldo.

O prazo de repasse estipulado pelas regras do Banco Central dita o tamanho do desconto nas suas vendas. Promessas de pagamento instantâneo ou em um dia útil (D+1) trazem a antecipação de recebíveis embutida na taxa. Ao passar mil reais em dez vezes e sacar no dia seguinte, você recebe o valor com um deságio imediato que a credenciadora cobrou para adiantar esse crédito.

Falhas de conexão geram prejuízo silencioso. Aparelhos que dependem do Bluetooth do celular costumam travar em áreas de sombra ou falhar quando a bateria do telefone acaba no meio de uma venda. Por essa razão, priorizamos opções que já saem de fábrica com chip 4G multioperadora gratuito, buscando automaticamente a antena mais estável da sua região.

O gasto com papel também entra na conta do mês. Terminais com impressora usam bobinas de 57x30mm, e isso gera uma rotina de reposição contínua. A Ton manda bobinas térmicas sem custo pelo aplicativo conforme o volume de vendas, enquanto outras marcas deixam essa compra por conta do lojista. Junte o preço do papel aos prazos de suporte (garantia vitalícia contra prazos de doze a trinta e seis meses) e o impacto no lucro anual fica visível.

Ranking detalhado das 7 melhores maquininhas sem aluguel em 2026

Analisamos de perto as taxas vigentes, as regras de contrato e a agilidade de cada terminal no dia a dia para mostrar onde cada opção ajuda ou atrapalha a sua rotina financeira.

1. Ton T3 Pro (Plano BlackTon)

A Ton T3 Pro é o modelo mais completo da divisão da Stone voltada a pequenos comerciantes e autônomos. Montada sobre o sistema Android, ela combina tela sensível ao toque, leitor NFC para pagamento por aproximação, teclado físico que agiliza a digitação de senhas e impressora térmica veloz no topo. O plano BlackTon concentra as tarifas mais baixas da marca no débito e no crédito com recebimento em um dia útil.

2. InfinitePay InfiniteBlack Smart

Criada pela CloudWalk, a InfinitePay construiu seu espaço oferecendo as menores taxas de parcelamento para quem tem CNPJ. A InfiniteBlack Smart roda Android em uma tela de 5 polegadas, emite comprovante em papel e aceita tarja, chip e pagamento por aproximação via cartão ou celular. O valor das transações costuma cair na conta cadastrada em poucos segundos.

3. PagBank Moderninha Smart 2

A Moderninha Smart 2 integra funções básicas de frente de caixa e terminal de cartão na mesma carcaça. Dá para cadastrar catálogo com foto, controlar o estoque de itens simples e puxar relatórios de fechamento sem precisar ligar um computador externo. Além disso, o saldo das vendas que fica parado na conta do PagBank rende rendimentos indexados ao CDI.

4. Mercado Pago Point Smart 2

A Point Smart 2 aposta na rapidez de processamento com conexão 4G ilimitada e bateria que aguenta o expediente inteiro longe da tomada. A força do modelo vem do ecossistema do Mercado Pago e Mercado Livre: o dinheiro liberado entra na hora e já serve para compras no marketplace, transferências ou quitação de boletos de fornecedores. O leitor também gera QR Code dinâmico na tela para receber pagamentos via Pix sem complicação.

5. SumUp Solo

A SumUp Solo aposta num visual enxuto e bem leve, comandado por uma tela de vidro totalmente sensível ao toque. Não há botões mecânicos aqui. O aparelho vem com uma base de mesa que serve para manter a bateria carregada continuamente no balcão. Na parte de conexão, ela traz chip de dados próprio já embutido de fábrica e também opera no Wi-Fi de 2.4 GHz e 5 GHz.

6. Ton T1 (Plano BlackTon)

A Ton T1 custa muito pouco e costuma ser a primeira opção de quem começa a vender na rua. Trata-se de um leitor ultracompacto sem chip de internet embutido, ou seja, a maquininha depende do Bluetooth e dos dados móveis do seu smartphone com o aplicativo Ton aberto. A digitação da senha e a leitura do chip continuam sendo feitas no teclado físico do aparelhinho.

7. PagBank Minizinha Chip 3

A Minizinha Chip 3 resolve a maior dor de cabeça dos leitores de entrada: ela já vem com chip GPRS/3G de plano gratuito de fábrica, sem depender de celular conectado. O visor é iluminado, o corpo é pequeno e cabe fácil no bolso ou no suporte da moto em entregas. A cobrança passa rápido no balcão e você envia o comprovante para o cliente direto por SMS gratuito.

Simulação prática em 12 meses: quanto custa faturar R$ 3.000, R$ 7.000 e R$ 15.000 mensais

Economizar cinquenta reais no preço do leitor costuma cobrar uma fatura amarga em doze meses. Cada fração de porcentagem cobrada a mais nas taxas morde o seu lucro dia após dia, sem alarde. No fim do ano, aquela maquininha baratinha pode custar alguns milhares de reais a mais em taxas acumuladas.

Pense num faturamento modesto de R$ 3.000 por mês, dividido igualmente em R$ 1.000 no débito, R$ 1.000 no crédito à vista e R$ 1.000 parcelado em três vezes. A Minizinha Chip 3 custa em torno de R$ 106,80 e vai reter cerca de R$ 1.620 por ano em taxas médias.

A Ton T1 sai por R$ 58,80 e consome R$ 1.512 no mesmo período. Uma diferença de R$ 108 no ano todo quase empata o jogo, o que torna a Minizinha Chip 3 mais vantajosa simplesmente por não amarrar o seu celular pessoal às vendas do dia.

Quando o volume sobe para R$ 7.000 ao mês, com metade disso (R$ 3.500) concentrada em parcelamentos de dez a doze vezes, a conta se inverte. Cobranças com taxas convencionais de 16,50% em doze vezes arrancam R$ 577,50 mensais apenas no crédito parcelado. Na Ton T3 Pro, pagando 12,40%, a retenção desce para R$ 434,00.

Sobram R$ 143,50 livres todo mês. Essa folga quita o valor de R$ 358,80 do terminal em menos de três meses e, a partir do quarto mês, vira lucro direto no seu caixa.

Para quem opera como pessoa jurídica e gira R$ 15.000 mensais, a InfinitePay assume a ponta com folga. Se R$ 9.000 desse total forem faturados em doze parcelas na taxa de 9,80% da empresa, o custo mensal é de R$ 882,00 (R$ 10.584 em um ano). Em tabelas comuns de pessoa física a 13,50%, você entregaria R$ 1.215,00 por mês (R$ 14.580 anuais). A diferença bate em R$ 3.996 poupados no primeiro ano, pagando o valor do aparelho dez vezes com facilidade.

O maior perigo para quem vende volumes maiores é a antecipação automática de parcelas. Quando você opta por receber tudo no dia seguinte ou na hora, sem calcular o estrago na margem, a adquirente abocanha entre 8% e 15% do valor bruto de cada venda. Se você trabalha com margem apertada, caso de eletrônicos ou alimentação, esse desconto come mais da metade do seu lucro real sem você perceber.

Guia de escolha por perfil: qual modelo comprar para cada rotina de trabalho

O tamanho da fila no seu balcão e a rotina da sua entrega definem a maquininha certa muito melhor do que qualquer anúncio de internet.

O que conferir antes de bater o martelo: pegadinhas e regras de contrato

Aquelas taxas inacreditáveis na página inicial costumam esconder pegadinhas no contrato. O caso clássico são as porcentagens de boas-vindas: promessas de 0,99% no débito ou 9,99% no parcelamento costumam valer só nos primeiros trinta dias ou até bater R$ 5.000 vendidos. Passou do prazo ou do teto? As taxas sobem de repente para os valores normais da tabela, muitas vezes cobrando o dobro do percentual inicial.

Exija saber se o terminal será seu de verdade, com nota fiscal no seu nome. Alguns contratos escondem um regime de comodato: se você passar noventa dias sem vender nada, a empresa exige o aparelho de volta ou cobra multa de inatividade. Quando você compra a máquina em definitivo, tem total liberdade para transferir o cadastro ou repassar o equipamento para outro comerciante se mudar de ramo.

Fique de olho também nos custos da conta digital vinculada à maquininha. Mesmo vendendo o aparelho sem aluguel, certas empresas cobram taxa para transferir o dinheiro via TED para seu banco habitual ou criam tarifas de conta inativa se você deixar saldo parado. A boa notícia é que, com o Pix regulamentado pelo Banco Central, quase todas as marcas já liberam transferências sem custo e sem limite diário.

Aceitar vale-refeição e alimentação (como Alelo, Pluxee, VR e Ticket) segue regras bem diferentes dos cartões comuns de crédito ou débito. Ter um aparelho homologado, como os da linha PagBank, não basta para liberar as vendas de imediato. Você precisa de CNPJ ativo com CNAE de alimentação, registro no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e negociação direta com cada bandeira de voucher, que costumam cobrar taxas próprias entre 5% e 9% por transação.

Próximos passos para adquirir seu terminal sem aluguel

  1. Mapeie o seu faturamento médio mensal estimando qual porcentagem das vendas ocorre em dinheiro/Pix, cartão de débito, crédito à vista e crédito parcelado.
  2. Defina se a sua empresa venderá exclusivamente via CNPJ (liberando a contratação de taxas menores na InfinitePay) ou se operará com CPF (onde a Ton no plano BlackTon desponta como alternativa mais em conta).
  3. Escolha a necessidade de hardware: se você precisa de comprovante impresso para controle de balcão, selecione terminais com bobina térmica; se faz atendimentos externos, priorize modelos de bolso autônomos com chip 4G.
  4. Confira no ato da contratação se a taxa apresentada é permanente para o plano escolhido ou se trata de oferta promocional válida apenas por trinta dias.
  5. Finalize o pedido pelo canal oficial da credenciadora para garantir a nota fiscal em seu nome e os prazos corretos de garantia técnica.

Perguntas frequentes

A maquininha comprada pode ser repassada ou vendida para outra pessoa depois?

Sim. Como a compra definitiva gera nota fiscal em seu nome e torna o equipamento patrimônio do negócio, você pode revendê-lo no futuro. A desvinculação do número de série do seu CPF ou CNPJ é feita direto no aplicativo da adquirente para liberar o novo cadastro sem cobrança de taxas de transferência.

O que acontece se a máquina quebrar após o término da garantia de fábrica?

O reparo fica sob responsabilidade do proprietário, mas a regra varia conforme a marca. A Ton oferece garantia ilimitada contra defeitos técnicos enquanto durar o contrato, cobrindo trocas sem custo adicional. Em concorrentes com prazos fixos de 12 a 36 meses, o conserto demanda envio à assistência técnica autorizada ou aquisição de nova unidade.

Existe cobrança de taxa de inatividade se eu ficar meses sem usar o aparelho?

Não pelo aparelho em si, desde que ele tenha sido comprado em definitivo e não esteja sob contrato de comodato condicionado a metas de faturamento. Contudo, fique atento à conta digital associada: alguns bancos emissores debitam tarifas de manutenção se a conta de pagamento permanecer com saldo parado e sem movimentação por vários meses.

É obrigatório ter conta jurídica (PJ) para cadastrar maquininha de compra única?

Não para todas as marcas. Linhas da Ton, PagBank, Mercado Pago e SumUp operam normalmente com cadastro de pessoa física (CPF) e conta bancária comum. A exigência de CNPJ ativo (incluindo MEI) aplica-se a soluções voltadas ao atacado com taxas reduzidas no parcelamento, como ocorre na contratação da InfinitePay.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.