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6 melhores maquininhas para faturar até R$ 5 mil por mês

Por · 8 de setembro de 2026 · Maquininhas por Perfil e Faturamento

Você fecha o caixa somando R$ 180 em vendas no cartão e percebe que R$ 14 sumiram em taxas de antecipação e descontos não combinados.

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Principais conclusões

Para quem fatura até R$ 5 mil por mês, a Ton T3 no plano PromoTon oferece o menor custo operacional somando débito e crédito, enquanto o Tap to Pay da InfinitePay resolve a vida de quem não pode comprar um aparelho agora.

Este comparativo avalia somente modelos sem aluguel mensal, voltados para autônomos e pequenos negócios dentro do limite de monitoramento da Receita Federal.

Resposta rápida: comparativo das melhores maquininhas para até R$ 5 mil

Quem fatura perto do teto de R$ 5 mil mensais encontra na Ton T3 o melhor equilíbrio financeiro, graças às taxas baixas do plano PromoTon e ao comprovante impresso na hora. Já o Tap to Pay da InfinitePay ganha no custo inicial zero: ele transforma o próprio celular em maquininha, sem exigir compra de equipamento.

Modelo e ProvedorTaxa DébitoCrédito à VistaRecebimentoCusto do AparelhoPerfil Indicado
Ton T3 (Stone)1,39%3,15%1 dia útil (D+1)12x de R$ 19,90Comércio de balcão com fila e comprovante impresso
InfinitePay Tap to Pay1,38%3,16%1 dia útil (D+1)R$ 0 (app no celular)Prestadores de serviço e atendimento externo ágil
SumUp Solo1,35%3,10%1 dia útil (D+1)12x de R$ 14,90Autônomos que buscam estabilidade contratual e pós-venda
PagBank Moderninha Plus1,99%3,79%Na hora12x de R$ 6,90Empreendedores sem conta em banco comercial
Mercado Pago Point Pro 21,68%3,15%Na hora12x de R$ 15,90Quem vende presencialmente e usa o Mercado Livre
Cielo Tap1,39%3,19%Até 2 dias úteisR$ 0 (app no celular)Negócios de alimentação que precisam aceitar vouchers

Os percentuais reunidos aqui seguem as tabelas regulares vigentes em 2026, sem incluir aquelas promoções de primeiro mês que mascaram o custo real da rotina. Nosso foco são autônomos e microempresas com faturamento de até R$ 5.000 mensais, sem exigência de metas corporativas nem cobrança de taxas ocultas de conectividade.

Como avaliamos as maquininhas para quem tem faturamento inicial

Cortamos logo de início as tarifas promocionais válidas por apenas 30 dias ou restritas aos primeiros R$ 2 mil transacionados. É comum ver débito a 0,79% no primeiro mês saltar para mais de 1,90% logo no segundo. Quem gira R$ 5.000 por mês precisa de previsibilidade no caixa, e o que realmente conta é a taxa definitiva aplicada no décimo mês de balcão.

O valor do terminal precisa caber no faturamento sem sufocar o lucro. Um aparelho de R$ 240 dividido em 12 parcelas pesa R$ 20 por mês, o que representa 0,40% de quem fatura R$ 5.000. Compare isso a um modelo alugado por R$ 80 mensais: ele morderia 1,60% da receita bruta antes mesmo de calcular a taxa de cada venda, o que inviabiliza qualquer operação enxuta.

Aqui o corte foi rígido: zero aluguel e tolerância com meses fracos. Se as vendas caírem para R$ 1.000 em janeiro pelas férias, a credenciadora não pode rebaixar seu plano nem cobrar taxa por inatividade. A burocracia também pesou na escolha. Demos preferência a marcas que aceitam cadastro simples por CPF e facilitam a migração para CNPJ MEI, sempre dentro das regras de liquidação do Banco Central do Brasil.

Análise detalhada das 6 melhores opções de maquininhas

Na prática, cada maquininha resolve uma dor diferente da rotina: quem atende em balcão fixo quase sempre precisa do papel impresso, enquanto quem faz entregas costuma priorizar dinheiro caindo na hora na conta virtual.

Prova prática: quanto sobra na sua conta com faturamento de R$ 5.000

Num faturamento de R$ 5.000 dividido entre débito, crédito à vista e parcelado em 3 vezes, a diferença entre o modelo mais vantajoso e o mais caro passa de R$ 75 todo mês. No fim de 12 meses de trabalho, você deixa mais de R$ 900 na mesa por puro descuido com tarifas embutidas.

Montamos uma simulação baseada na rotina real do pequeno varejo: 40% das vendas no débito (R$ 2.000), 40% no crédito à vista (R$ 2.000) e 20% no crédito parcelado em 3 vezes com antecipação (R$ 1.000). Com as taxas padrão de 2026, é exatamente isto que sobra no bolso nas principais opções com repasse rápido:

Com a Ton T3 no plano PromoTon, o débito consome R$ 27,80 (1,39%), o crédito à vista desconta R$ 63,00 (3,15%) e o parcelamento em 3x retém R$ 54,00 (5,40%). Isso resulta em R$ 144,80 de taxas e R$ 4.855,20 líquidos na sua mão.

No Tap to Pay da InfinitePay, o débito custa R$ 27,60 (1,38%), o crédito à vista desconta R$ 63,20 (3,16%) e o crédito em 3x come R$ 54,50 (5,45%), rendendo R$ 4.854,70 líquidos. Já na SumUp Solo, a retenção total chega a R$ 151,00, deixando R$ 4.849,00 na conta bancária.

Quando você opta por receber na hora da venda, a mordida é bem mais funda. Na Mercado Pago Point Pro 2 com saque imediato, as tarifas cobram R$ 33,60 no débito (1,68%), R$ 99,60 no crédito à vista (4,98%) e R$ 78,00 no parcelado em 3x (7,80%).

O desconto total atinge R$ 211,20, liberando R$ 4.788,80 líquidos. Na PagBank Moderninha Plus com saldo liberado na hora, o desconto total sobe para R$ 220,60, entregando R$ 4.779,40 líquidos.

Essa folga de R$ 75 a R$ 76 por mês em favor de quem aguarda um dia útil já paga a guia mensal do DAS-MEI ao longo do ano.

Guia de decisão rápida para o seu momento de negócio

Acertar na maquininha depende de quatro pontos práticos da sua rotina: se o cliente exige recibo em papel, em quanto tempo o dinheiro precisa cair, quanto você pode investir agora no aparelho e se o cadastro será feito por CPF ou CNPJ.

O que conferir no contrato antes de comprar a maquininha

Antes de passar o cartão para comprar a máquina ou assinar o termo digital no aplicativo, passe o olho em quatro cláusulas contratuais que costumam trazer cobranças inesperadas no fechamento do mês.

  1. Cheque as cláusulas de faturamento mínimo: operadoras como a Stone (na linha Ton PromoTon) exigem movimentação de pelo menos R$ 2.000 por mês. Se você ficar doente ou viajar e vender menos, o plano é rebaixado automaticamente para uma tabela de tarifas mais cara.
  2. Confirme a modalidade de liquidação financeira contratada: verifique se as taxas anunciadas valem para recebimento no mesmo dia (D+0), em um dia útil (D+1) ou em trinta dias (D+30). Adquirentes frequentemente divulgam taxas de 30 dias que disparam quando você ativa o repasse no dia seguinte.
  3. Verifique os acréscimos para cartões internacionais e bandeiras secundárias: a aceitação de Elo, Hipercard, Amex ou cartões emitidos no exterior costuma ter sobretaxas de 1% a 2,5% acima do cobrado nas transações com Visa e Mastercard.
  4. Valide a política de garantia e o procedimento de troca: priorize empresas que oferecem garantia vitalícia para o leitor enquanto o cadastro estiver ativo, com reposição expressa sem custo de frete em caso de falha de hardware ou defeito na bateria.

Se o seu negócio fatura com constância entre R$ 2 mil e R$ 5 mil e exige comprovante impresso, compre a Ton T3 no plano PromoTon pela eficiência matemática das taxas. Para quem presta serviços externos ou ainda tem faturamento instável abaixo de R$ 2 mil, o Tap to Pay da InfinitePay no celular resolve a cobrança sem exigir gasto com aparelho e sem risco financeiro.

Perguntas frequentes

Posso contratar maquininha apenas com CPF faturando até 5 mil por mês?

Sim. As adquirentes listadas aceitam cadastro com CPF e permitem transferir os valores para conta corrente ou poupança no mesmo titular. O cuidado indispensável envolve a declaração de rendimentos no Carnê-Leão da Receita Federal, pois as credenciadoras repassam os dados dessas movimentações por meio da Decred.

Faturar R$ 5.000 na maquininha obriga a abrir um MEI?

Não existe essa obrigatoriedade perante a legislação, mas permanecer apenas com CPF nesse volume traz desvantagem tributária direta. Faturar R$ 5.000 por mês atinge R$ 60.000 ao ano, faixa que fica perto do teto de R$ 81.000 do MEI, modalidade em que o imposto é fixo e muito menor que a tabela progressiva de pessoa física.

O que acontece se eu faturar menos de R$ 2.000 em um mês de movimento fraco?

Você não recebe multa nem cobrança de mensalidade nas máquinas sem aluguel, mas regras específicas do contrato podem ser acionadas. No plano PromoTon da Ton, por exemplo, o não atingimento da meta de R$ 2.000 transfere a conta para uma tabela tarifária mais cara no mês seguinte, encarecendo suas próximas transações.

Vender por aproximação no celular (Tap) tem a mesma taxa da máquina física?

Sim. Soluções como InfinitePay Tap e Cielo Tap mantêm exatamente os mesmos percentuais de débito e crédito praticados nos leitores convencionais. A diferença real fica restrita às limitações operacionais: o celular não emite comprovante impresso na bobina e exige que o cliente utilize cartão ou carteira digital compatível com NFC.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.