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6 melhores maquininhas para faturar de R$ 5 mil a R$ 20 mil por mês

Por · 8 de setembro de 2026 · Maquininhas por Perfil e Faturamento

Faturar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil por mês muda tudo no caixa: insistir em maquininha básica pareada ao celular passa a ser prejuízo puro. O custo da antecipação automática come centenas de reais todo mês, sem contar as filas no balcão pela lentidão da conexão.

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Principais conclusões

Nesse patamar, você precisa de um leitor autônomo, com impressora de bobina e taxas bem mais enxutas no parcelado.

Se você tem CNPJ e quer proteger a margem imediatamente, a InfinitePay entrega as menores tarifas do mercado; já para autônomos no CPF que precisam de dinheiro na conta em um dia útil sem pagar aluguel, o plano BlackTon da Ton segue imbatível.

Resposta rápida: comparação das 6 melhores opções de maquininhas

As melhores maquininhas para quem gira entre R$ 5 mil e R$ 20 mil mensais equilibram três pilares indispensáveis: taxas de intermediação realmente baixas, bateria que aguenta um dia inteiro de pico e liberação de aluguel fixo.

Maquininha e ProvedorTaxa Débito (média)Taxa Crédito à VistaTaxa Parcelado 12x (D+1/D+0)Modelo de AdesãoPerfil Ideal de Negócio
Ton T3 ou T9 (Plano BlackTon)0,84% a 1,39%2,99% a 3,20%11,99% a 12,99%Compra sem aluguelAutônomos e MEIs com alto volume de vendas parceladas no balcão
InfiniteSmart (InfinitePay)0,75% a 0,98%2,75% a 2,99%9,80% a 10,95%Comodato ou compra (PJ)Empresas com CNPJ ativo que buscam a menor taxa absoluta no parcelamento
Moderninha Pro 2 (PagBank)1,29% a 1,49%2,99% a 3,19%12,49% a 13,99%Compra definitivaComércios alimentícios que demandam ampla aceitação de vale-refeição
Point Pro 2 (Mercado Pago)1,39% a 1,68%3,15% a 3,98%12,99% a 14,50%Compra definitivaVendedores que utilizam a conta Mercado Pago para capital de giro e estoque
Solo Printer (SumUp)1,25% a 1,35%2,90% a 3,10%11,80% a 13,50%Compra definitivaPrestadores de serviços que buscam controle financeiro ou repasse econômico
Cielo Flash (Cielo)0,99% a 1,19%2,89% a 3,29%11,50% a 12,80%Aluguel com isenção por metaLojistas perto de R$ 20 mil mensais com necessidade de dezenas de bandeiras

Critérios de avaliação: o que realmente pesa na faixa de R$ 5 mil a R$ 20 mil

Avaliar terminais nesse volume de vendas exige deixar de lado o valor promocional do aparelho na caixa. O foco absoluto deve ser o custo real do dinheiro girando no seu bolso ao longo de doze meses.

Ranking detalhado das 6 melhores maquininhas para o seu negócio

As seis opções analisadas aqui atendem a modelos de negócio bem diferentes: cada uma traz regras cadastrais próprias, formas distintas de liberação do aparelho e tabelas de taxas que impactam a margem de forma particular.

1. Ton T3 ou T9 no Plano BlackTon (Stone)

A Ton domina o atendimento a autônomos e pequenos empreendedores que vendem tanto pelo CPF quanto pelo CNPJ. Seus modelos T3, com teclado físico de borracha, e T9, aparelho inteligente Android com tela sensível ao toque, chegam por compra definitiva com garantia vitalícia. No plano BlackTon, você garante as menores taxas da empresa nas vendas à vista e parceladas, livre de qualquer mensalidade pelo equipamento.

O problema da linha Ton surge na hora de manter as condições comerciais acordadas. Se o faturamento cair abaixo de R$ 2 mil por alguns meses seguidos, a Stone pode migrar a sua conta para planos com tarifas mais caras, a exemplo do Plano Mega. Além disso, o suporte opera quase todo por robôs no aplicativo: resolver chargebacks complexos ou travas operacionais costuma exigir uma boa dose de paciência.

2. InfinitePay InfiniteSmart (CloudWalk)

A InfiniteSmart, desenvolvida pela CloudWalk, pratica as taxas mais agressivas do mercado presencial para quem tem CNPJ ativo. O sistema antecipa os recebíveis no mesmo dia ou no primeiro dia útil seguinte, mantendo o parcelado em 12 vezes quase sempre abaixo dos 11%. A maquininha roda Android, responde com rapidez na aproximação por NFC e imprime comprovantes em alta velocidade.

O gargalo da InfinitePay começa logo no credenciamento. A empresa não aceita pessoas físicas sem registro formal e aplica regras rígidas contra chargebacks. Além disso, negócios que dependem de vale-alimentação e refeição tradicionais, como Ticket e Sodexo, não contam com habilitação direta nativa na máquina para todas as bandeiras do setor corporativo.

3. PagBank Moderninha Pro 2

A Moderninha Pro 2 do PagBank se destaca pela integração direta com a conta bancária do grupo e pelo suporte amplo a cartões de benefícios. Ela aceita as principais bandeiras de alimentação e refeição do mercado (Alelo, Pluxee, Ticket e VR), o que a torna indispensável para bares, restaurantes e mercadinhos. O leitor é seu em definitivo, já vem com chip e plano de dados ilimitado, além de reposição gratuita de bobinas térmicas pedidas direto pelo painel.

Em contrapartida, as taxas padrão de balcão do PagBank para parcelamentos longos em 12 vezes pesam bem mais no bolso do que as da InfinitePay ou da Ton. Quem fatura acima de R$ 10 mil precisa acionar o time comercial para negociar tabelas especiais; caso contrário, as taxas de entrada vão corroer boa parte do lucro das suas vendas a prazo.

4. Mercado Pago Point Pro 2

A Point Pro 2 transfere o dinheiro das vendas direto para a conta do Mercado Pago em poucos segundos, sem depender de horário bancário. Essa liquidez imediata salva quem precisa comprar matéria-prima no mesmo dia ou usa as linhas de crédito do Mercado Livre para girar o estoque. O aparelho tem pegada firme, teclado físico macio e uma bateria robusta que aguenta mais de 20 horas de uso contínuo no balcão.

A pedra no sapato da Point Pro 2 é a tabela de antecipação imediata. Liberar o saldo na mesma hora em compras divididas em 12 vezes facilmente ultrapassa 13,5% de desconto, o que inviabiliza as operações de quem trabalha com margem apertada. Se a sua loja vive de parcelamento longo e você não repassa os custos ao cliente, esse terminal não serve para você.

5. SumUp Solo Printer

A SumUp Solo Printer combina um terminal touchscreen compacto com uma base inteligente que imprime os comprovantes. A grande força da marca está na transparência dos contratos e na opção do plano econômico: você recebe as parcelas mês a mês, exatamente como o comprador paga na fatura, e paga taxas muito menores do que em qualquer modalidade de antecipação forçada.

O ponto fraco da SumUp é o bloqueio a cartões corporativos. A marca simplesmente não aceita vales de alimentação ou refeição, o que exclui o aparelho de qualquer comércio gastronômico. Vale notar também que a base impressora deixa o terminal bem mais volumoso, exigindo um espaço fixo e organizado no balcão.

6. Cielo Flash

Para quem já fatura perto de R$ 20 mil por mês no balcão, a Cielo Flash entrega o que promete. O aparelho aceita mais de 80 bandeiras entre cartões regionais, internacionais, corporativos e vouchers de benefícios. Ela funciona no esquema de comodato, tem conexão rápida e solta a filipeta impressa em menos de três segundos após a senha ser aprovada.

O ponto crítico da Cielo para o pequeno lojista está na meta mínima de faturamento. Se as vendas no mês caírem e ficarem abaixo do piso negociado (que costuma rodar entre R$ 12 mil e R$ 15 mil), a adquirente desconta a mensalidade cheia do leitor, ultrapassando fácil os R$ 100 por mês. Um único débito desses corrói na hora qualquer centavo economizado nas taxas das transações.

Simulação prática: a diferença de taxas em faturamentos de R$ 10 mil e R$ 20 mil

O prejuízo de operar com a maquininha errada só pesa de verdade quando a gente transforma a porcentagem das taxas em dinheiro vivo saindo da conta todo mês.

Imagine um comércio que gire R$ 10 mil mensais: R$ 3 mil no débito, R$ 3 mil no crédito à vista e R$ 4 mil no parcelado em 6 vezes com antecipação em um dia útil.

Em uma maquininha antiga com taxas de 1,90% no débito, 4,50% no crédito à vista e 11,50% no parcelado em 6x, a taxa retém R$ 652,00 todo mês.

Ao rodar esse mesmo volume no Plano BlackTon ou na InfiniteSmart, com médias de 0,90% no débito, 2,90% à vista e 7,20% em 6x, o custo desce para R$ 402,00. Sobram R$ 250,00 líquidos por mês, o que dá R$ 3.000,00 a mais preservados no caixa ao fim do ano.

O impacto assusta ainda mais quando o faturamento bate R$ 20 mil mensais concentrado no crédito: R$ 4 mil no débito, R$ 6 mil no crédito à vista e R$ 10 mil parcelados em 12 vezes.

Nas credenciadoras tradicionais cobrando 1,80% no débito, 3,90% à vista e 14,80% em 12x com antecipação, a mordida chega a R$ 1.786,00 ao mês. Migrando essa mesma movimentação para opções como InfinitePay ou Ton, com taxas de 0,85% no débito, 2,85% à vista e 10,50% no 12x, o desconto despenca para R$ 1.255,00. É uma folga direta de R$ 531,00 a cada trinta dias no bolso do comerciante.

Em doze meses de vendas contínuas, essa diferença acumula R$ 6.372,00 líquidos. Para a rotina apertada de quem toca uma pequena empresa, esse montante paga o décimo terceiro de um funcionário ou cobre meses seguidos das contas de luz e internet do ponto comercial sem aperto.

Guia de decisão: qual maquininha contratar para o seu modelo de operação

O leitor ideal varia de acordo com o balcão. O que define a escolha certa são os prazos de repasse, as taxas reais e as bandeiras que os seus próprios clientes mais pedem na hora de pagar.

Cuidados essenciais antes de assinar contrato ou comprar o equipamento

Faça quatro checagens operacionais antes de comprar qualquer terminal ou assinar contrato de comodato. Isso evita sustos na conta bancária logo no primeiro fechamento de mês.

  1. Verifique as cláusulas de faturamento mínimo para manutenção de descontos ou isenção de aluguel: leia com atenção o regulamento da proposta comercial para confirmar se a taxa contratada exige volume mínimo de vendas mensal e qual alíquota passa a valer caso as metas não sejam atingidas.
  2. Compare a diferença de tarifas aplicadas a bandeiras regionais ou secundárias em relação a Visa e Mastercard: certifique-se de que bandeiras como Elo, Hipercard e American Express possuem alíquotas transparentes, visto que alguns contratos adicionam até 1,5% de margem sobre essas emissões.
  3. Avalie as regras de liquidação para transferências gratuitas em direção a contas de outros bancos: examine se a conta de pagamento vinculada ao terminal permite fazer Pix ou TED ilimitados para o seu banco tradicional sem cobrar tarifas de saque ou transferência.
  4. Confirme a política de reposição gratuita de bobinas térmicas e assistência técnica autorizada: consulte os termos de garantia para garantir que o envio de novos rolos de papel não envolva pagamento de frete e que trocas de aparelhos danificados aconteçam sem custos adicionais.

Checklist de verificação antes de finalizar a contratação

Passe por cada uma das quatro etapas práticas a seguir e só feche o pedido depois de confirmar que todas atendem à sua rotina de vendas.

Perguntas frequentes

O que acontece se meu negócio faturar menos de R$ 5 mil em um mês atípico?

Nas maquininhas sem mensalidade, como Ton e Mercado Pago, você não sofre cobrança de aluguel avulso. Contudo, em operadoras como a Ton, manter o faturamento abaixo de R$ 2 mil por meses seguidos pode migrar sua conta para tabelas mais caras, como o Plano Mega. Já em modelos de comodato da Cielo, não bater a meta mínima de R$ 12 mil a R$ 15 mil gera a cobrança integral da taxa de locação, que supera R$ 100 no mês.

Preciso ter CNPJ para conseguir as menores taxas nessa faixa de vendas?

Não obrigatoriamente, mas o registro formal dá acesso a opções mais vantajosas. A InfinitePay, que tem as menores tarifas no parcelamento longo do comparativo, credencia apenas empresas com CNPJ ativo. Por outro lado, autônomos que operam pelo CPF conseguem tarifas intermediárias bastante competitivas sem burocracia por meio do Plano BlackTon, além de opções no PagBank e Mercado Pago.

Compensa alugar ou comprar a maquininha quando se fatura até R$ 20 mil?

Comprar o leitor próprio é a escolha mais segura até R$ 15 mil por mês, pois você elimina custos fixos e se protege de oscilações sazonais de venda. O aluguel por comodato só faz sentido perto dos R$ 20 mil mensais se o seu comércio precisa aceitar dezenas de vouchers de refeição e alimentação, desde que o volume cubra com folga a meta de isenção da taxa de locação.

A maquininha precisa ficar presa a uma conta bancária específica para receber as vendas?

Não. Você pode cadastrar sua conta corrente comercial de qualquer banco tradicional para receber as liquidações sem cobrança de tarifas extras. A única diferença operacional é que o repasse externo geralmente ocorre no primeiro dia útil seguinte, enquanto usar a conta digital proprietária da adquirente (como PagBank ou Mercado Pago) libera o dinheiro das vendas em segundos.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.