
6 maquininhas com Pix grátis em 2026: quais realmente cobram 0%
Taxa zero no Pix virou chamariz comum de propaganda, mas quase toda maquininha limita essa isenção aos primeiros trinta dias ou a um faturamento inicial reduzido. Quer receber pagamentos instantâneos no balcão sem perder um único centavo?
Principais conclusões
- Apenas a InfinitePay mantém 0,00% permanente no Pix no terminal, mas restringe o credenciamento a titulares de CNPJ ou MEI.
- Operadoras tradicionais como Ton, SumUp e PagBank cobram entre 0,49% e 1,49% por transação assim que vencem os primeiros 30 dias ou R$ 5.000 faturados.
- Para autônomos que operam apenas no CPF, o menor custo pós-isenção entre os terminais com chip próprio fica na faixa de 0,49% a 0,99% por venda.
Em 2026, a InfinitePay é a única grande adquirente que sustenta a tarifa de 0% de forma definitiva no terminal. Marcas consagradas como Ton, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Cielo oferecem apenas períodos de teste, passando a cobrar de 0,49% a 1,49% por venda assim que o prazo inicial termina.
Visão geral: quais marcas realmente oferecem taxa 0% no Pix em 2026?
No topo do mercado nacional, o cenário é direto: apenas a InfinitePay entrega Pix a 0% sem pegadinha ou prazo de validade na maquininha em 2026. Concorrentes de grande porte como Ton, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Cielo seguem outro modelo. Elas prendem a isenção a períodos curtos ou metas de vendas e, encerrada essa fase introdutória, aplicam tarifas que oscilam entre 0,49% e 1,49% por transação.
| Marca e Terminal | Taxa Pix Vigente | Validade da Isenção | Prazo de Liquidação | Perfil Mais Indicado |
|---|---|---|---|---|
| InfinitePay (InfiniteSmart) | 0,00% | Permanente (sem prazo) | Na hora (segundos) | MEIs e microempresas com giro contínuo de balcão |
| Ton (Modelos T2 e T3) | 0,99% (0,00% na estreia) | Primeiros 30 dias ou R$ 5.000 | Imediato na conta Ton | Autônomos e pessoas físicas iniciando vendas |
| PagBank (Moderninhas) | 0,99% a 1,49% (0,00% na estreia) | Primeiros 30 dias de uso | Imediato na conta digital | Lojistas que buscam conta bancária completa |
| Mercado Pago (Point Pro 2 e Smart) | 0,49% a 0,89% | Sem isenção plena no POS | Instantâneo | Vendedores que integram balcão e Mercado Livre |
| SumUp (Solo e Solo Printer) | 0,99% (0,00% na estreia) | Primeiros 30 dias de cadastro | Imediato no SumUp Bank | Ambulantes e profissionais liberais em movimento |
| Cielo (Lio On e Flash) | 0,49% a 0,99% | Negociada por volume | Na hora ou D+1 | Médias e grandes empresas com alto faturamento |
Essa divisão reflete duas estratégias comerciais bem distintas. Algumas marcas usam a gratuidade do Pix como chamariz para reter a empresa, lucrando depois com a antecipação de recebíveis no crédito parcelado e serviços bancários. Outras credenciadoras preferem equiparar o Pix ao custo operacional do cartão de débito tradicional. Para elas, processar o pagamento no terminal tem despesas técnicas, o que justifica morder uma comissão percentual assim que o primeiro mês de uso chega ao fim.
Critérios de auditoria: o que separa o Pix gratuito de uma pegadinha comercial
A diferença entre gratuidade real e desconto passageiro fica escondida no rodapé dos contratos. Muitas operadoras exibem a promessa de taxa zero em destaque no material publicitário, mas garantem nas entrelinhas o direito de reajustar o percentual para até 1,49%. Basta o comerciante completar trinta dias de aparelho ligado ou atingir R$ 5.000 em volume financeiro acumulado para a tarifa começar a incidir.
A forma como o terminal exibe a cobrança afeta diretamente a fatia que vai para as tarifas. No QR Code dinâmico gerado na tela, cada operação recebe valor exato e identificação própria, sendo quitada assim que o Banco Central liquida o pagamento. Já o Pix por aproximação via tecnologia NFC, que chega aos poucos nos aparelhos mais modernos, segue caminhos técnicos que algumas credenciadoras tentam tarifar como débito. Vale checar essas condições antes de ativar a aproximação no menu.
O tipo de cadastro na adquirente também determina o que pode ser cobrado. Pelas normas do Banco Central, bancos e credenciadoras têm permissão legal para tarifar transações recebidas por pessoas jurídicas, inclusive quem atua como MEI, sempre que houver intuito comercial. Cobrar taxa no balcão de empresas é uma prática regulamentada. Por essa razão, encontrar uma máquina com taxa 0% permanente é uma raridade vantajosa no setor de pagamentos.
Ranking detalhado: análise das 6 melhores maquininhas para receber Pix
- InfinitePay: A maquininha InfiniteSmart destaca-se como a principal escolha para quem exige 0% de taxa no Pix de forma irrestrita e permanente. O valor pago pelo cliente cai na conta digital da empresa em segundos, 24 horas por dia, sem retenções de final de semana. O terminal opera sobre o sistema Android com tela sensível ao toque, conexão Wi-Fi e chip 4G com plano de dados ilimitado incluso. O único ponto restritivo é a exigência cadastral: a credenciadora atende prioritariamente pessoas jurídicas e MEIs, deixando de fora profissionais autônomos que operam exclusivamente com CPF sem registro empresarial ativo.
- SumUp: Os terminais SumUp Solo e Solo Printer oferecem visual compacto, interface limpa e integração ágil com o SumUp Bank. A marca concede taxa de 0% no Pix durante os primeiros trinta dias após o cadastro, mas passa a cobrar 0,99% por transação concluída após esse período. A grande vantagem operacional da linha é o suporte descomplicado tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas, além de baterias que aguentam facilmente turnos longos de trabalho externo. Por outro lado, a cobrança de quase 1% a partir do segundo mês de uso desidrata a rentabilidade de comércios fixos com dezenas de vendas diárias no balcão.
- Ton: Operando sob a gestão da Stone, a linha composta pelas maquininhas T2 e T3 entrega excelente estabilidade de sinal e garantia permanente de hardware para todos os modelos do catálogo. Seu Pix gratuito é parte do pacote de boas-vindas do plano Ton Pro, com vigência estrita de 30 dias ou teto acumulado de R$ 5.000 em vendas. Concluída essa fase introdutória, o lojista passa a pagar uma taxa de 0,99% sobre cada Pix recebido. Trata-se de uma máquina sólida e acessível para autônomos que vendem pouco no balcão, mas desvantajosa para quem concentra mais de 70% do faturamento no Pix.
- PagBank: Com modelos conhecidos como Moderninha Pro 2 e Moderninha Smart 2, a adquirente dispõe de uma infraestrutura robusta que inclui cartão internacional e rendimento automático do saldo em conta. A taxa zero no Pix também dura apenas trinta dias a contar da validação do aparelho, subindo para a faixa entre 0,99% e 1,49% dependendo do relacionamento e do volume mensal transacionado. Para quem depende do Pix como motor primário de caixa diário, essas taxas representam uma mordida pesada no lucro operacional ao fim de cada mês.
- Mercado Pago: As maquininhas Point Smart e Point Pro 2 trazem baterias de longa duração e integração nativa com o saldo da conta Mercado Pago, liberando o dinheiro das vendas imediatamente. A empresa aplica taxas que oscilam entre 0,49% e 0,89% para transações com QR Code dinâmico no visor do terminal físico, sem conceder períodos prolongados de taxa zero plena na maquininha. Sua adesão faz sentido para quem já comercializa produtos no Mercado Livre ou utiliza a linha de crédito da instituição, mas perde apelo para o comerciante cujo único objetivo seja liquidar vendas locais sem custos adicionais.
- Cielo: Os modelos Cielo Lio On e Cielo Flash são construídos para operações corporativas de alto rendimento, oferecendo relatórios de fechamento integrados ao sistema de automação comercial do estabelecimento. A Cielo não trabalha com taxa 0% universal no Pix, praticando tarifas negociadas que começam em 0,49% e chegam a 0,99%, frequentemente atreladas a pacotes mensais de faturamento mínimo sob pena de cobrança de aluguel. É um terminal robusto para supermercados e farmácias de médio porte, mas completamente desajustado para pequenos negócios e profissionais liberais.
Quando cada maquininha compensa: escolha por perfil e alternativas diretas
A escolha do aparelho ideal passa pelo ritmo da fila e pela estrutura jurídica do seu negócio. Cafeterias, lanchonetes, padarias e mercearias sentem as taxas no bolso imediatamente porque giram centenas de tíquetes baixos por dia. Perder cerca de 1% em cada venda corrói margens que já trabalham no limite. Nesses balcões de grande rotatividade, a taxa 0% sem prazo da InfinitePay garante um alívio financeiro que nenhuma concorrente cobre.
Por outro lado, profissionais que atendem tíquetes elevados e com menor frequência diária têm outra dinâmica de caixa. Consultórios odontológicos, oficinas mecânicas e marceneiros absorvem sem problemas a taxa de 0,99% praticada pela Ton ou pela SumUp. Nesses serviços, o custo percentual do Pix pesa pouco no montante final cobrado. O cadastro facilitado com CPF e o preço baixo da maquininha compensam a ausência da gratuidade perpétua.
Existe ainda uma saída simples para escapar das tarifas: colocar uma placa com QR Code estático no balcão vinculada à conta do banco. O custo com taxas e terminais zera, mas a equipe paga o preço no atendimento.
Como esse formato não exibe o valor da venda nem confirma o recebimento na tela de uma máquina, o funcionário precisa olhar o celular do cliente ou abrir o aplicativo bancário a cada compra. Em horários de pico, essa checagem trava o fluxo e facilita a aplicação de golpes.
Impacto no bolso: simulação de 500 pagamentos Pix por mês
Faça as contas em uma loja que registra 500 vendas mensais no valor médio de R$ 30,00. Esse movimento gera R$ 15.000,00 ao mês no Pix e soma R$ 180.000,00 transacionados ao longo de um ano. Manter uma maquininha com taxa de 0,99% em vez de 0% custa exatos R$ 1.782,00 retirados do faturamento nesse período. É um dinheiro limpo que o lojista joga fora com tarifas bancárias totalmente evitáveis.
Com uma alíquota intermediária de 0,49%, o comércio deixa R$ 73,50 por mês nas mãos da maquininha, acumulando um custo de R$ 882,00 no ano. Quando a taxa sobe para 0,99%, patamar padrão cobrado pela maioria das adquirentes após o fim da promoção, a conta mensal pula para R$ 148,50. Em doze meses de operação, a sangria chega a R$ 1.782,00 descontados diretamente do lucro líquido da empresa.
A conta derruba aquela velha ilusão de economia no aparelho barato. Pense prático: desembolsar R$ 300,00 em um terminal com Pix grátis definitivo se paga em apenas dois meses frente a um modelo de R$ 50,00 que morde 0,99% a cada venda. Do terceiro mês em diante, essa folga vira lucro limpo no seu bolso. A taxa diária cobrada no balcão afeta a margem do negócio muito mais do que o preço pago pela maquininha na entrega.
Guia de escolha: passos para definir a tecnologia e o modelo contratual
- Passo 1: Avalie o fluxo do balcão e a dinâmica do caixa para decidir entre QR Code dinâmico no visor ou recebimento por aproximação. Se a sua loja enfrenta filas constantes, o QR Code dinâmico gerado no visor do terminal é indispensável para que o valor seja puxado diretamente do sistema e a confirmação ocorra em menos de três segundos sem intervenção manual de conferência.
- Passo 2: Audite o contrato da credenciadora e identifique as cláusulas de encerramento da taxa promocional. Exija por escrito o prazo de validade da tarifa informada na publicidade, verificando se há gatilhos de reajuste automático vinculados aos primeiros trinta dias de uso, a tetos de faturamento bruto ou à exigência de aluguel por inatividade do terminal.
- Passo 3: Teste o ecossistema da conta de liquidação antes de adotar o terminal na rotina diária. Transacione um valor simbólico de teste para checar se o saldo cai na hora sem retenções e confira se a instituição cobra tarifas adicionais para transferir o dinheiro recebido para outros bancos via TED ou Pix externo.
Cuidados antes de contratar: checklist do contrato e do aparelho
- Exigência de faturamento mínimo ou metas mensais: certas marcas condicionam a taxa zero ou o comodato do aparelho à obrigatoriedade de faturar metas altas no cartão de crédito, aplicando aluguel retroativo se o valor mínimo não for atingido.
- Cobrança de tarifa sobre transferência de saldo: confira se o banco digital vinculado à maquininha permite transferir o faturamento diário para contas externas sem cobrar taxas por transferência ou limitar a quantidade de saques mensais.
- Disponibilidade de chip de dados multioperadora ilimitado: o terminal deve vir de fábrica com chip próprio 3G ou 4G gratuito, prevenindo que instabilidades na rede Wi-Fi impeçam a exibição do QR Code dinâmico na hora da cobrança.
- Funcionamento da liquidação em finais de semana e feriados: confirme se a liberação do dinheiro na conta cadastrada ocorre em tempo real durante sábados, domingos e feriados bancários, evitando bloqueios desnecessários de fluxo de caixa.
Para economizar de fato nas vendas instantâneas, ignore campanhas que duram trinta dias e busque quem garante zero por cento contínuo. Se você tem MEI ou CNPJ e precisa do Pix caindo na hora para fazer o caixa girar, a InfinitePay entrega a operação mais vantajosa de 2026. Já para quem vende sem empresa aberta ou fatura pouco, marcas como Ton e SumUp atendem a rotina inicial, contanto que os 0,99% cobrados após o desconto entrem no cálculo do preço final.
Perguntas frequentes
O Banco Central proíbe cobrar taxa no Pix em maquininhas para pessoa física?
Não. Embora transferências comuns entre pessoas físicas sejam gratuitas, as regras do Banco Central autorizam a cobrança de tarifa mercantil em terminais de pagamento ou automações comerciais. A regra vale tanto para transações vinculadas a CPF quanto a MEIs que utilizem maquininhas para vendas no balcão.
Qual a diferença prática entre QR Code estático impresso e o QR Code dinâmico gerado na maquininha?
O QR Code dinâmico no visor já traz o valor exato da venda e acusa a liquidação na própria tela em segundos, liberando o cliente sem atrito. A placa estática exige que o cliente digite o preço no aplicativo dele e obriga o vendedor a checar manualmente o comprovante no celular para barrar fraudes.
Receber Pix na maquininha demora o mesmo tempo que receber no aplicativo do banco?
Na maior parte dos terminais o dinheiro cai imediatamente na conta digital da adquirente, inclusive aos finais de semana. A única exceção ocorre em contratos específicos voltados a grandes volumes comerciais, como em planos negociados da Cielo, em que a liquidação pode ser configurada para o dia útil seguinte (D+1).
Posso transferir o dinheiro do Pix da maquininha para qualquer banco sem pagar taxa?
Sim, desde que a transferência seja feita via Pix a partir do aplicativo da conta digital vinculada ao aparelho. Contudo, é prudente checar as regras do contrato da adquirente, pois certas instituições limitam o número de saques mensais gratuitos ou cobram tarifas caso o comerciante opte por transferências via TED manual.
