
7 maquininhas com as menores taxas em 2026: débito, crédito e 12x
A InfinitePay entrega a menor taxa no parcelado em 12 vezes com repasse em um dia útil: 8,99% para pessoas jurídicas. Já a Ton, pelo Plano Black da Stone, bate a concorrência no débito (0,99% a 1,39%) e no crédito à vista (2,99%) para MEIs e pessoas físicas. Para escolher o modelo certo, você precisa colocar na ponta do lápis a taxa de antecipação automática e ver se o seu CNPJ ou CPF cumpre as exigências da credenciadora.
Principais conclusões
- Vendas com bandeiras Elo, Hipercard e Amex sofrem acréscimo de 0,60% a 1,30% sobre as tarifas base de Visa e Mastercard.
- Planos promocionais de entrada costumam expirar após 30 dias ou ao atingir R$ 5.000 transacionados, voltando à tabela padrão.
- Adquirentes bancárias como Cielo e Rede exigem faturamento entre R$ 5.000 e R$ 15.000 mensais para manter taxas reduzidas sem salto para a tabela balcão.
Comparativo geral: qual maquininha tem a menor taxa em 2026?
Reunimos as taxas contratuais das sete maiores adquirentes do país em setembro de 2026. Todos os números consideram o repasse rápido em até 24 horas úteis para as bandeiras Visa e Mastercard. Os percentuais refletem o custo definitivo de contrato, sem maquiagem de desconto promocional de boas-vindas.
| Modelo e Adquirente | Taxa Débito | Crédito à Vista (1x) | Crédito Parcelado (12x) | Prazo de Repasse | Melhor Perfil de Negócio |
|---|---|---|---|---|---|
| InfinitePay Smart (InfinitePay) | 1,38% | 3,15% | 8,99% | 1 dia útil | Empresas e MEIs focados em vendas parceladas de valor elevado |
| Ton T3 (Stone) | 0,99% a 1,39% | 2,99% a 3,15% | 9,99% a 11,49% | 1 dia útil ou na hora | Autônomos e MEIs que necessitam de contratação por CPF |
| PagBank Pro 2 (PagBank) | 1,29% | 3,19% | 12,49% | Na hora | Comércios de balcão e alimentação com grande giro no débito |
| Mercado Pago Point Pro 2 | 1,39% | 3,15% | 12,59% | Na hora | Vendedores informais com movimentação no ecossistema Mercado Pago |
| SumUp Solo (SumUp) | 1,35% | 3,10% | 12,90% | 1 dia útil | Prestadores de serviços que usam conta bancária própria |
| Rede Pop (Rede) | 1,49% | 3,29% | 13,49% | 1 dia útil | Correntistas do Itaú com foco em liquidez diária integrada |
| Cielo Lio On (Cielo) | 1,59% | 3,39% | 13,99% | 1 a 2 dias úteis | Empresas consolidadas com faturamento acima de R$ 10.000 mensais |
Os cálculos usam como referência a antecipação automática, em que o valor total da venda parcelada cai integralmente na sua conta no dia útil seguinte. Fique atento às outras bandeiras: vendas na Elo, Hipercard e American Express costumam sair de 0,60% a 1,30% mais caras do que as taxas base mostradas na lista.
Critérios de avaliação: como calculamos o custo real de cada marca
Padronizamos a comparação no modelo de repasse em um dia útil (D+1) ou na hora (D+0). Quem toca um pequeno negócio raramente tem capital de giro sobrando para esperar um ano até receber todas as parcelas. As credenciadoras costumam exibir tabelas em D+30 com taxas de 3% ou 4%, mas essa condição pinga o dinheiro mês a mês e mascara o impacto real no fluxo de caixa.
Separamos a taxa permanente daquela promoção passageira de entrada. Anúncios agressivos com débito a 0,49% ou crédito à vista a 0,99% chamam atenção, mas costumam durar só 30 dias ou até você bater o teto de R$ 5.000 em vendas. Se você precificar seus produtos contando com essa tarifa provisória, a margem de lucro desmorona a partir do segundo mês.
O Banco Central do Brasil colocou um teto na tarifa de intercâmbio do débito: 0,50% para cartões normais e 0,80% para os corporativos. Isso segura o custo na Visa e na Mastercard. Já bandeiras fora desse teto, como Elo, Hipercard e American Express, além dos vales de refeição e alimentação corporativos, operam sem essa limitação legal e chegam a encarecer a transação em até dois pontos percentuais. Quem quiser destrinchar cada camada que forma esse percentual antes de comparar marcas encontra a explicação completa no guia do CashReasons sobre a taxa MDR.
Adquirentes tradicionais como Cielo e Rede trabalham com metas de faturamento. Se a sua loja não atingir o volume mínimo estipulado no contrato (que costuma ficar entre R$ 5.000 e R$ 15.000 mensais), você perde a condição especial na hora. O contrato pula direto para a tabela geral de balcão, e o custo de antecipação passa fácil dos 18% ao ano.
Ranking das 7 maquininhas com as menores taxas do mercado
O comparativo a seguir detalha as regras contratuais e as exigências técnicas de cada credenciadora, mostrando qual opção entrega o menor custo financeiro para a estrutura do seu negócio.
- InfinitePay (Smart): Menor custo consolidado no parcelamento em 12 vezes para pessoas jurídicas. Com taxa de 8,99% no plano de 12x com repasse em um dia útil e 1,38% no débito, a fintech da CloudWalk domina o segmento de vendas com valores elevados. O equipamento vem com sistema Android, conexão 4G ilimitada e conta jurídica integrada sem tarifa de manutenção. O ponto de restrição é o público-alvo restrito: a empresa exige CNPJ ativo (incluindo MEI) e não aceita cadastros vinculados apenas a CPF de pessoas físicas.
- Ton T3 (Plano Black/PromoTon da Stone): Alternativa mais agressiva para pessoas físicas e MEIs que realizam vendas recorrentes no crédito à vista e parcelado. O débito varia entre 0,99% e 1,39%, enquanto o crédito à vista fica em 2,99% e o parcelamento em 12 vezes fecha entre 9,99% e 11,49%. A maquininha tem bobina térmica para comprovante físico e garantia vitalícia da Stone. O ponto de atenção é a cláusula de volume mínimo: faturar menos de R$ 2.000 no mês pode transferir o lojista para planos tarifários menos atrativos.
- SumUp Solo: Equilíbrio financeiro sem dependência de conta bancária em instituição específica. Com taxa de 1,35% no débito, 3,10% no crédito à vista e 12,90% em 12 vezes no plano antecipado, o terminal transfere o saldo automaticamente para qualquer banco registrado no nome do titular. O hardware compacto possui tela sensível ao toque e bateria de alta autonomia, mas não dispõe de impressora de papel, limitando o envio de recibos ao envio eletrônico por SMS ou mensagem.
- PagBank Pro 2: Líder em rentabilidade para vendas no débito com repasse instantâneo. A operadora cobra 1,29% no débito e libera o recurso imediatamente na conta corrente digital, cujo saldo rende 100% do CDI sem intervenção manual. O modelo conta com teclado físico ergonômico, visor colorido e emissão de comprovante impresso. O parcelamento em 12 vezes alcança 12,49%, o que torna o terminal menos favorável para comerciantes com tíquetes muito altos distribuídos em várias parcelas.
- Mercado Pago Point Pro 2: Maior agilidade na movimentação do saldo para pequenos comerciantes informais. A tarifa fica em 1,39% no débito, 3,15% no crédito à vista e 12,59% no parcelado em 12 vezes, depositando o valor na mesma hora na conta digital do Mercado Pago. Permite saques imediatos na rede de caixas Banco24Horas com cartão da conta. O suporte técnico descentralizado e o rigor nos algoritmos de segurança, que chegam a reter recebíveis para validação cadastral, exigem atenção do usuário.
- Cielo Lio On: Alternativa para empresas que faturam acima de R$ 10.000 mensais e necessitam de integração operacional. As taxas base partem de 1,59% no débito, 3,39% no crédito à vista e 13,99% no parcelamento em 12 vezes. O terminal funciona como um computador de bordo comercial, permitindo controle de estoque, leitura de códigos de barra e emissão de notas fiscais diretamente na tela. Empresas com receitas superiores a R$ 30.000 contam com gerência dedicada para negociar reduções personalizadas dessas alíquotas.
- Rede Pop (Rede): Estrutura sólida para empreendedores que concentram suas operações no Itaú Unibanco. A máquina opera com 1,49% no débito, 3,29% no crédito à vista e 13,49% em 12 vezes, depositando as vendas no dia útil seguinte sem custos de transferência bancária. Clientes correntistas com faturamento regular no Itaú têm facilidade para zerar a taxa de comodato do terminal e obter linhas de crédito corporativo, mas a vantagem decai caso a empresa utilize contas em outras instituições.
Simulação prática: quanto sobra no bolso em vendas de R$ 100, R$ 1.000 e R$ 5.000
A diferença de taxa fica clara no dinheiro que pinga na conta após a liquidação da venda. Numa operação de R$ 5.000 dividida em 12 vezes, a distância entre a maquininha mais barata e a mais onerosa do mercado passa de R$ 250,00 por transação. É lucro direto que escorre pelo ralo.
Numa compra cotidiana de R$ 100 no cartão de débito, a diferença parece mixaria de centavos, mas acumula no fechamento do mês. Na Ton, a 0,99%, você recebe R$ 99,01 líquidos por venda. No PagBank, com taxa de 1,29%, sobram R$ 98,71. Na Cielo, a 1,59%, o retorno cai para R$ 98,41. Em um comércio com média de 800 transações dessa faixa por mês, essa distância entre a menor e a maior taxa representa R$ 480,00 a menos no seu caixa todo ano.
Para cobranças de R$ 1.000 no crédito à vista com liquidação em 24 horas úteis, o desconto recai direto sobre a margem de contribuição do produto. A Ton retém R$ 29,90 (taxa de 2,99%), repassando R$ 970,10. A SumUp Solo desconta R$ 31,00 (alíquota de 3,10%), liberando R$ 969,00.
Na Cielo, com taxa de 3,39%, o valor cai para R$ 966,10. Para quem trabalha com margem apertada entre 10% e 15%, esse spread de quase quatro reais por mil faturados consome até 4% do lucro líquido da operação.
O abismo tarifário abre de vez nas vendas de R$ 5.000 parceladas em 12 vezes. Na InfinitePay, cuja taxa consolidada para 12 parcelas é de 8,99%, a retenção total é de R$ 449,50, liberando R$ 4.550,50 no dia útil seguinte. Na Ton Black (10,99%), a cobrança sobe para R$ 549,50 (líquido de R$ 4.450,50).
No Mercado Pago (12,59%), o custo atinge R$ 629,50, e em terminais tradicionais a 14,00%, a mordida chega a R$ 700,00. Uma única transação no terminal errado deixa mais de R$ 250,00 da sua margem na mão do intermediador.
Essa disparidade machuca ainda mais quando o lojista planeja os custos sobre a taxa promocional de entrada. Quem vende R$ 5.000 no primeiro mês aproveitando uma taxa provisória de 0,99% no crédito à vista paga apenas R$ 49,50 de comissão. No segundo mês, quando a operadora encerra o benefício e aplica a taxa regular de 3,15%, a mesma operação consome R$ 157,50. Se o preço de venda da mercadoria não tiver sido calculado sobre o custo permanente da maquininha, o lucro operacional simplesmente desaparece.
Guia de decisão: qual maquininha escolher pelo seu perfil de faturamento
A maquininha mais vantajosa para você depende diretamente de uma conta simples: a proporção entre vendas à vista e parceladas no seu faturamento bruto mensal.
- Negócios de giro rápido e balcão: Lanchonetes, pequenos mercados, bancas e feiras que recebem mais de 70% das entradas via débito e Pix obtêm a maior rentabilidade com o PagBank Pro 2 ou a Ton T3. Esses modelos oferecem taxas de débito reduzidas entre 0,99% e 1,29% e creditam os valores quase instantaneamente, permitindo recompor o estoque de insumos perecíveis sem depender de empréstimos ou adiantamentos.
- Prestadores de serviços e tíquetes altos: Oficinas automotivas, clínicas de saúde, profissionais liberais e lojas de móveis com tíquete médio superior a R$ 300 encontram na InfinitePay a escolha técnica perfeita se tiverem CNPJ. A taxa de 8,99% em 12 vezes reduz drasticamente o valor a ser embutido no preço final ao cliente. Profissionais que atuam exclusivamente com CPF devem optar pelo Plano Black da Ton para manter o custo em 12 parcelas próximo de 10,99%.
- Faixa de faturamento até R$ 5.000 por mês: Microempreendedores iniciantes e trabalhadores autônomos sem previsibilidade financeira precisam fugir de modelos com faturamento mínimo ou mensalidade fixa de aluguel. A SumUp Solo e a Mercado Pago Point Pro 2 operam sem metas de vendas, garantindo que o comerciante pague tarifas exclusivamente quando realizar cobranças, sem surpresas na conta bancária durante meses de baixa sazonalidade.
- Faixa de faturamento acima de R$ 20.000 por mês: Estabelecimentos comerciais consolidados com faturamento expressivo têm margem para negociar condições comerciais diretas com Cielo e Rede. Nesse patamar de volume, as equipes comerciais das credenciadoras autorizam redução personalizada de spread e isenção total de aluguel de terminais POS inteligentes, fornecendo assistência técnica com reposição de hardware em até três horas úteis.
Cuidados indispensáveis antes de assinar ou comprar o terminal
Antes de fechar a compra ou assinar o comodato de qualquer maquininha, passe um pente-fino nestes cinco pontos contratuais para escapar de cobranças surpresa e travas na liquidez.
- 1. Confirmar se a tarifa informada está vinculada a faturamento mínimo mensal sob pena de reenquadramento automático: Analise as letras miúdas sobre a meta de transações. Operadoras que ofertam planos promocionais estipulam frequentemente um volume mínimo de R$ 2.000 a R$ 5.000 por mês. Se as vendas caírem abaixo dessa cota, o sistema migra o contrato para uma tabela padrão com taxas até quatro pontos percentuais mais altas.
- 2. Conferir a política de repasse e se o saque ou transferência para outros bancos possui custo por TED ou Pix: Examine como os recursos saem da conta gráfica da credenciadora para a sua conta operacional. Embora a maioria das fintechs disponibilize liquidação gratuita via Pix, algumas empresas ainda retêm tarifas por transferências interbancárias ou debitam valores por saques físicos em caixas eletrônicos da rede Banco24Horas.
- 3. Avaliar os custos ocultos de reposição de insumos, como bobinas térmicas de papel e pacote de dados do chip 4G: Verifique se o envio de novas bobinas térmicas para impressão de comprovante está incluso no serviço sem cobrança de frete. Adicionalmente, certifique-se de que a conexão móvel via chip com dados 4G é ilimitada e permanente, prevenindo bloqueios do sinal do terminal durante transações em áreas externas.
- 4. Distinguir o modelo de aquisição definitiva (sem aluguel) do comodato de terminal que exige devolução na rescisão: Garanta que o pagamento inicial represente a compra real da máquina e não a mera adesão a um regime de comodato. No comodato, o aparelho permanece como propriedade da adquirente e deve ser devolvido em perfeito estado caso a empresa encerre a parceria ou fique meses sem operar.
- 5. Validar a compatibilidade cadastral entre venda em nome de CPF e abertura de conta jurídica com CNPJ: Certifique-se de que a maquininha contratada atende à estrutura jurídica da sua empresa. Marcas voltadas ao público corporativo, como a InfinitePay, cancelam ou recusam cadastros que operam unicamente com CPF, enquanto modelos flexíveis como Ton e Mercado Pago aceitam registros individuais sem burocracia.
Se você tem CNPJ e vende muito parcelado em 2026, a InfinitePay ainda entrega a menor taxa final em 12 vezes: 8,99%. A conta fecha muito melhor assim. Por outro lado, quem trabalha como autônomo no CPF ou precisa de giro rápido no balcão com débito encontra na Ton T3 e no PagBank Pro 2 um equilíbrio operacional mais seguro, sem surpresas com contratos cheios de amarras.
Perguntas frequentes
O que acontece se eu não atingir o faturamento mínimo exigido por planos como o Ton Black ou Cielo?
O contrato prevê a perda da condição promocional e a migração automática para a tabela de balcão no mês seguinte, encarecendo as taxas em até quatro pontos percentuais. Para recuperar as tarifas reduzidas, o negócio precisa restabelecer a média de vendas estipulada em contrato, como os R$ 2.000 da Ton ou metas acima de R$ 5.000 em operadoras tradicionais.
Pessoa física (CPF) tem acesso às mesmas taxas de quem vende com CNPJ?
Não em todas as credenciadoras. A InfinitePay, por exemplo, não atende quem opera apenas com CPF, limitando a taxa de 8,99% em 12x a pessoas jurídicas e MEIs. Marcas como Ton e SumUp liberam o cadastro individual para autônomos, mas as condições tarifárias mudam conforme a faixa do plano contratado.
É mais barato repassar a taxa de parcelamento para o comprador na máquina?
Sim, porque a modalidade com juros ao comprador transfere o custo da antecipação diretamente para as parcelas do cartão do cliente. O comerciante recebe o valor original da mercadoria descontando apenas a taxa de intermediação base, evitando que o desconto de 8% a 14% de uma venda longa reduza o lucro.
