Maquininhas Cartões

7 maquininhas com as menores taxas em 2026: débito, crédito e 12x

Por · 8 de setembro de 2026 · Rankings de Maquininhas

A InfinitePay entrega a menor taxa no parcelado em 12 vezes com repasse em um dia útil: 8,99% para pessoas jurídicas. Já a Ton, pelo Plano Black da Stone, bate a concorrência no débito (0,99% a 1,39%) e no crédito à vista (2,99%) para MEIs e pessoas físicas. Para escolher o modelo certo, você precisa colocar na ponta do lápis a taxa de antecipação automática e ver se o seu CNPJ ou CPF cumpre as exigências da credenciadora.

Anúncios

Principais conclusões

Comparativo geral: qual maquininha tem a menor taxa em 2026?

Reunimos as taxas contratuais das sete maiores adquirentes do país em setembro de 2026. Todos os números consideram o repasse rápido em até 24 horas úteis para as bandeiras Visa e Mastercard. Os percentuais refletem o custo definitivo de contrato, sem maquiagem de desconto promocional de boas-vindas.

Modelo e AdquirenteTaxa DébitoCrédito à Vista (1x)Crédito Parcelado (12x)Prazo de RepasseMelhor Perfil de Negócio
InfinitePay Smart (InfinitePay)1,38%3,15%8,99%1 dia útilEmpresas e MEIs focados em vendas parceladas de valor elevado
Ton T3 (Stone)0,99% a 1,39%2,99% a 3,15%9,99% a 11,49%1 dia útil ou na horaAutônomos e MEIs que necessitam de contratação por CPF
PagBank Pro 2 (PagBank)1,29%3,19%12,49%Na horaComércios de balcão e alimentação com grande giro no débito
Mercado Pago Point Pro 21,39%3,15%12,59%Na horaVendedores informais com movimentação no ecossistema Mercado Pago
SumUp Solo (SumUp)1,35%3,10%12,90%1 dia útilPrestadores de serviços que usam conta bancária própria
Rede Pop (Rede)1,49%3,29%13,49%1 dia útilCorrentistas do Itaú com foco em liquidez diária integrada
Cielo Lio On (Cielo)1,59%3,39%13,99%1 a 2 dias úteisEmpresas consolidadas com faturamento acima de R$ 10.000 mensais

Os cálculos usam como referência a antecipação automática, em que o valor total da venda parcelada cai integralmente na sua conta no dia útil seguinte. Fique atento às outras bandeiras: vendas na Elo, Hipercard e American Express costumam sair de 0,60% a 1,30% mais caras do que as taxas base mostradas na lista.

Critérios de avaliação: como calculamos o custo real de cada marca

Padronizamos a comparação no modelo de repasse em um dia útil (D+1) ou na hora (D+0). Quem toca um pequeno negócio raramente tem capital de giro sobrando para esperar um ano até receber todas as parcelas. As credenciadoras costumam exibir tabelas em D+30 com taxas de 3% ou 4%, mas essa condição pinga o dinheiro mês a mês e mascara o impacto real no fluxo de caixa.

Separamos a taxa permanente daquela promoção passageira de entrada. Anúncios agressivos com débito a 0,49% ou crédito à vista a 0,99% chamam atenção, mas costumam durar só 30 dias ou até você bater o teto de R$ 5.000 em vendas. Se você precificar seus produtos contando com essa tarifa provisória, a margem de lucro desmorona a partir do segundo mês.

O Banco Central do Brasil colocou um teto na tarifa de intercâmbio do débito: 0,50% para cartões normais e 0,80% para os corporativos. Isso segura o custo na Visa e na Mastercard. Já bandeiras fora desse teto, como Elo, Hipercard e American Express, além dos vales de refeição e alimentação corporativos, operam sem essa limitação legal e chegam a encarecer a transação em até dois pontos percentuais. Quem quiser destrinchar cada camada que forma esse percentual antes de comparar marcas encontra a explicação completa no guia do CashReasons sobre a taxa MDR.

Adquirentes tradicionais como Cielo e Rede trabalham com metas de faturamento. Se a sua loja não atingir o volume mínimo estipulado no contrato (que costuma ficar entre R$ 5.000 e R$ 15.000 mensais), você perde a condição especial na hora. O contrato pula direto para a tabela geral de balcão, e o custo de antecipação passa fácil dos 18% ao ano.

Ranking das 7 maquininhas com as menores taxas do mercado

O comparativo a seguir detalha as regras contratuais e as exigências técnicas de cada credenciadora, mostrando qual opção entrega o menor custo financeiro para a estrutura do seu negócio.

Simulação prática: quanto sobra no bolso em vendas de R$ 100, R$ 1.000 e R$ 5.000

A diferença de taxa fica clara no dinheiro que pinga na conta após a liquidação da venda. Numa operação de R$ 5.000 dividida em 12 vezes, a distância entre a maquininha mais barata e a mais onerosa do mercado passa de R$ 250,00 por transação. É lucro direto que escorre pelo ralo.

Numa compra cotidiana de R$ 100 no cartão de débito, a diferença parece mixaria de centavos, mas acumula no fechamento do mês. Na Ton, a 0,99%, você recebe R$ 99,01 líquidos por venda. No PagBank, com taxa de 1,29%, sobram R$ 98,71. Na Cielo, a 1,59%, o retorno cai para R$ 98,41. Em um comércio com média de 800 transações dessa faixa por mês, essa distância entre a menor e a maior taxa representa R$ 480,00 a menos no seu caixa todo ano.

Para cobranças de R$ 1.000 no crédito à vista com liquidação em 24 horas úteis, o desconto recai direto sobre a margem de contribuição do produto. A Ton retém R$ 29,90 (taxa de 2,99%), repassando R$ 970,10. A SumUp Solo desconta R$ 31,00 (alíquota de 3,10%), liberando R$ 969,00.

Na Cielo, com taxa de 3,39%, o valor cai para R$ 966,10. Para quem trabalha com margem apertada entre 10% e 15%, esse spread de quase quatro reais por mil faturados consome até 4% do lucro líquido da operação.

O abismo tarifário abre de vez nas vendas de R$ 5.000 parceladas em 12 vezes. Na InfinitePay, cuja taxa consolidada para 12 parcelas é de 8,99%, a retenção total é de R$ 449,50, liberando R$ 4.550,50 no dia útil seguinte. Na Ton Black (10,99%), a cobrança sobe para R$ 549,50 (líquido de R$ 4.450,50).

No Mercado Pago (12,59%), o custo atinge R$ 629,50, e em terminais tradicionais a 14,00%, a mordida chega a R$ 700,00. Uma única transação no terminal errado deixa mais de R$ 250,00 da sua margem na mão do intermediador.

Essa disparidade machuca ainda mais quando o lojista planeja os custos sobre a taxa promocional de entrada. Quem vende R$ 5.000 no primeiro mês aproveitando uma taxa provisória de 0,99% no crédito à vista paga apenas R$ 49,50 de comissão. No segundo mês, quando a operadora encerra o benefício e aplica a taxa regular de 3,15%, a mesma operação consome R$ 157,50. Se o preço de venda da mercadoria não tiver sido calculado sobre o custo permanente da maquininha, o lucro operacional simplesmente desaparece.

Guia de decisão: qual maquininha escolher pelo seu perfil de faturamento

A maquininha mais vantajosa para você depende diretamente de uma conta simples: a proporção entre vendas à vista e parceladas no seu faturamento bruto mensal.

Cuidados indispensáveis antes de assinar ou comprar o terminal

Antes de fechar a compra ou assinar o comodato de qualquer maquininha, passe um pente-fino nestes cinco pontos contratuais para escapar de cobranças surpresa e travas na liquidez.

  1. 1. Confirmar se a tarifa informada está vinculada a faturamento mínimo mensal sob pena de reenquadramento automático: Analise as letras miúdas sobre a meta de transações. Operadoras que ofertam planos promocionais estipulam frequentemente um volume mínimo de R$ 2.000 a R$ 5.000 por mês. Se as vendas caírem abaixo dessa cota, o sistema migra o contrato para uma tabela padrão com taxas até quatro pontos percentuais mais altas.
  2. 2. Conferir a política de repasse e se o saque ou transferência para outros bancos possui custo por TED ou Pix: Examine como os recursos saem da conta gráfica da credenciadora para a sua conta operacional. Embora a maioria das fintechs disponibilize liquidação gratuita via Pix, algumas empresas ainda retêm tarifas por transferências interbancárias ou debitam valores por saques físicos em caixas eletrônicos da rede Banco24Horas.
  3. 3. Avaliar os custos ocultos de reposição de insumos, como bobinas térmicas de papel e pacote de dados do chip 4G: Verifique se o envio de novas bobinas térmicas para impressão de comprovante está incluso no serviço sem cobrança de frete. Adicionalmente, certifique-se de que a conexão móvel via chip com dados 4G é ilimitada e permanente, prevenindo bloqueios do sinal do terminal durante transações em áreas externas.
  4. 4. Distinguir o modelo de aquisição definitiva (sem aluguel) do comodato de terminal que exige devolução na rescisão: Garanta que o pagamento inicial represente a compra real da máquina e não a mera adesão a um regime de comodato. No comodato, o aparelho permanece como propriedade da adquirente e deve ser devolvido em perfeito estado caso a empresa encerre a parceria ou fique meses sem operar.
  5. 5. Validar a compatibilidade cadastral entre venda em nome de CPF e abertura de conta jurídica com CNPJ: Certifique-se de que a maquininha contratada atende à estrutura jurídica da sua empresa. Marcas voltadas ao público corporativo, como a InfinitePay, cancelam ou recusam cadastros que operam unicamente com CPF, enquanto modelos flexíveis como Ton e Mercado Pago aceitam registros individuais sem burocracia.

Se você tem CNPJ e vende muito parcelado em 2026, a InfinitePay ainda entrega a menor taxa final em 12 vezes: 8,99%. A conta fecha muito melhor assim. Por outro lado, quem trabalha como autônomo no CPF ou precisa de giro rápido no balcão com débito encontra na Ton T3 e no PagBank Pro 2 um equilíbrio operacional mais seguro, sem surpresas com contratos cheios de amarras.

Perguntas frequentes

O que acontece se eu não atingir o faturamento mínimo exigido por planos como o Ton Black ou Cielo?

O contrato prevê a perda da condição promocional e a migração automática para a tabela de balcão no mês seguinte, encarecendo as taxas em até quatro pontos percentuais. Para recuperar as tarifas reduzidas, o negócio precisa restabelecer a média de vendas estipulada em contrato, como os R$ 2.000 da Ton ou metas acima de R$ 5.000 em operadoras tradicionais.

Pessoa física (CPF) tem acesso às mesmas taxas de quem vende com CNPJ?

Não em todas as credenciadoras. A InfinitePay, por exemplo, não atende quem opera apenas com CPF, limitando a taxa de 8,99% em 12x a pessoas jurídicas e MEIs. Marcas como Ton e SumUp liberam o cadastro individual para autônomos, mas as condições tarifárias mudam conforme a faixa do plano contratado.

É mais barato repassar a taxa de parcelamento para o comprador na máquina?

Sim, porque a modalidade com juros ao comprador transfere o custo da antecipação diretamente para as parcelas do cartão do cliente. O comerciante recebe o valor original da mercadoria descontando apenas a taxa de intermediação base, evitando que o desconto de 8% a 14% de uma venda longa reduza o lucro.

João Batista

João Batista

Editor do Maquininhas Cartões / Consultor de meios de pagamento

João Batista assina o Maquininhas Cartões e responde pela apuração das taxas e pela conferência final de cada número publicado. Passou doze anos atendendo o balcão do varejo antes de virar consultor de meios de pagamento para pequenos negócios, tempo suficiente para aprender que a taxa anunciada na propaganda raramente é a taxa que chega no extrato. Hoje refaz essa conta profissionalmente: levanta as condições publicadas pelas credenciadoras, simula o custo efetivo sobre um mix real de débito, crédito à vista e parcelado, e escreve o resultado para quem precisa decidir entre uma maquininha e outra sem perder a margem no caminho. Nenhuma taxa vai ao ar aqui sem checagem na fonte oficial da empresa ou nos dados públicos do Banco Central e da ABECS.